Os dois clubes foram enquadrados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (BCJD), que prevê penas de perda de até dez mandos de campo e multas de até R$ 100 mil. O artigo prevê punições por "deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir: desordens em sua praça de desporto, invasão do campo ou local da disputa do evento desportivo e lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo".
O Corinthians foi incluído na denúncia depois que o São Paulo divulgou imagens do circuito interno do Morumbi que mostram a fumaça de uma bomba atirada da torcida reservada ao visitante. Em relatório da Polícia Militar, os dois clubes também foram considerados responsáveis pela confusão. No dia, o presidente Mário Gobbi chegou a ironizar o procurador Paulo Schmitt ao dizer que ele queria fazer sua fama em cima do clube.
O Corinthians tem mais três jogos pelo Brasileiro no Pacaembu: Fluminense (10 de novembro), Vasco (17 de novembro) e Inter (1º de dezembro). O clube já havia perdido quatro mandos por causa de uma briga com vascaínos no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, mas conseguiu reduzir a pena para duas partidas. Já o São Paulo tem quatro compromissos no Morumbi: contra Portuguesa (2 de novembro), Flamengo (13 de novembro), Botafogo (24 de novembro) e Coritiba (8 de dezembro).
Se levar mais de três jogos de suspensão, o São Paulo corre o risco de ver Rogério Ceni fazer seu último jogo como profissional longe do Morumbi. O goleiro deve se aposentar no fim desse ano e a diretoria gostaria que sua despedida acontecesse em casa.

