BRASÍLIA — A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça libertou, na tarde desta quinta-feira, o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman, . A prisão de Nuzman foi substituída por medidas cautelares, como a proibição de contato com outros investigados e a entrega do passaporte.
Os ministros consideram que a prisão era uma medida desproporcional. O habeas corpus foi pedido na manhã de quarta-feira. A relatoria foi a ministra Maria Thereza de Assis Moura.
Nuzman foi preso em regime temporário no dia 5 de outubro, e a prisão foi transformada em preventiva — isto é, sem prazo delimitado — na semana seguinte. Na quarta-feira, pelo Ministério Público Federal. Ele é suspeito de ter intermediado o pagamento de propinas para que o Rio de Janeiro sediasse os Jogos Olímpicos de 2016.
Também foram denunciados o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, o empresário Arthur Soares, o ex-diretor de operações do Comitê Rio-2016 Leonardo Gryner, o ex-diretor de marketing da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) Papa Massata Diack e o ex-presidente da IAAF Lamine Diack após as investigações da Operação Unfair Play.
Na semana passada, o desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) . O desembargador destacou que há elementos que indicam uma “sofisticada conduta de corrupção”.

