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segura a nº 16

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Essa é a temporada do retorno de Tandara, camisa 16 do Osasco. A ponteira do time paulista volta a ser protagonista após corte da seleção brasileira que disputou a Olimpíada do Rio. E também após temporada 2015/2016 “quebrada", quando não atuou do início ao fim, já que voltava de gravidez. A maior pontuadora da Superliga 2016/2017, com 408 acertos, comanda sua equipe na final do torneio nacional contra o supercampeão Rexona-Sesc/Rio de Janeiro, às 10h, na Arena da Barra. Considerado o maior clássico da competição, Rexona-Sesc e Osasco se encontram na final pela 11ª vez. Rede Globo e Sportv transmitem.

Desde 2004/2005 esse é o confronto que mais acontece na decisão. Somente em 2013/2014 e no ano passado, o Rio teve outros rivais, e ganhou em ambas oportunidades. Contra o Osasco, venceu sete vezes. Na temporada passada, o Osasco caiu na semifinal contra o Praia Clube. No total, o time carioca tem 11 títulos; o paulista, cinco.

— Essa é uma temporada chave para mim, de reafirmação. Voltei ao auge que já tive com o Zé Roberto no Campinas (2013/2014). Depois em 2014/2015 fui para o Praia e comecei muito bem a Superliga, mas engravidei. Dei uma caída. Em 2015/2016, no Minas, foi a minha volta. Mas comecei a jogar depois, com a temporada iniciada, após dar à luz. Agora pude jogar do primeiro a esse jogo agora, sem interrupção. Este ano foi o da superação, da volta ao auge — comemora Tandara, que garante ter assimilado a decepção dos Jogos de 2016, consciente de que pode retornar à seleção em 2017 e em outro patamar. — Corte superado, graças a Deus. Para mim, chegar nessa final é uma baita recompensa. E, claro, penso em voltar a defender o Brasil de novo, agora numa situação diferente.

Com Tandara, o Osasco aposta na repetição de 2011/2012, quando conquistou o título pela última vez. Ela estava nesse grupo, assim como Camila Brait. Mais nenhuma das peças atuais.

— Ganhei a posição na reta final, mas ainda estava começando, era nova. Tinha a meu lado a Jaqueline, Hooker, Thaíssa, Adenízia e Fabíola. Me acolheram. Hoje meu papel se inverte. Eu ajudo minhas companheiras por ser uma das mais experientes — compara a ponteira, de 28 anos, segunda melhor atacante e a dona do saque mais eficiente da temporada.

Mas sua equipe não terá facilidade. O Rio tem vantagem histórica: venceu 47 do 82 confrontos. E hoje conta com uma ponteira em plena ascensão: Gabi. Ao lado da oposto Monique, Gabi é a quarta maior pontuadora, com 358 pontos.

Gabi também vive temporada de reafirmação, já que teve de assumir mais funções no elenco atual do Rio.

— Já tive temporadas melhores, com atuações melhores, mas assumi grande responsabilidade no time, e o saldo é positivo. Com altos e baixos, ganhei confiança, me superei — analisa Gabi, que tem também a sexta melhor recepção e o nono ataque da competição. — Por ser baixa, tenho de ser completa. Tenho regularidade boa no passe, talvez nota 7.

Aos 22 anos, ela explica que precisa de velocidade, trabalho de pernas, para se antecipar à bola. Encasquetou que esse 7 tem de chegar perto do 10:

— Perfeição é difícil, mas consigo aumentar a regularidade. Tenho de chegar atrás na bola o mais rápido possível e ter confiança. O passe tem técnica, mas também um componente psicológico. Vou buscar essa excelência como Jaqueline e Sassá, que são referência. Tenho condições de passar e atacar. Sou magra e ágil, e preciso aproveitar isso.

expectativa por Drussyla

Ao lado de Gabi, quem brilha na ponta pelo Rio é Drussyla, de apenas 20 anos, que ganhou a vaga no time titular no quarto jogo da semifinal contra o Minas. Ela foi titular (algo que não havia acontecido antes), fez 20 pontos e levou o confronto ao quinto e último jogo. A atacante foi blindada pelo time e não deu entrevistas às vésperas da final.

— Ela é corajosa, entra com segurança e nos ajuda muito. Digo que tem o braço quente, é forte, traz o balé do vôlei de praia, onde já atuou, e ainda tem bola de Pelé, bola bonita, de craque — elogia Gabi, para quem a amiga pode chegar à lista de Zé Roberto. — Essa será uma temporada sem muitas atletas na seleção e, por isso, de oportunidade para nós. É a hora de chegar uma nova geração; e por que não comigo, Rosamaria, Lorene, Naiane e Drussyla?

Bernardinho é o técnico do Rio, e Luizomar de Moura, de Osasco. Estrategistas, um empurra para o outro o rótulo de favorito nesta decisão da Superliga.

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