Repatriar Robinho foi considerado inviável pelo vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, há pouco mais de duas semanas, diante dos números que foram colocados na mesa. O Milan exigia 10 milhões de euros (R$ 29,1 milhões), enquanto o atacante pedia 2 milhões de euros (R$ 5,8 milhões) e mais um salário mensal de R$ 1,2 milhão, livres de impostos, por um contrato de três anos. De acordo com o dirigente santista, por questão contábil, o clube italiano não poderia diminuir o valor pedido pelo jogador antes de dezembro, quando se encerra o atual ano fiscal.
Nas últimas horas, porém, a história tomou outro rumo, diante da disposição do Milan de liberar Robinho por 8 milhões de euros, cerca de R$ 23 milhões, quase o mesmo valor que o Santos gastou na contratação do meia argentino Montillo, somados os direitos econômicos e mais a cessão do volante Henrique ao Cruzeiro. A explicação é que o clube italiano precisa vender o atacante brasileiro para ter os 7 milhões de euros que o CSKA Moscou, da Rússia, pede pelo meia japonês Keisuki Honda.
O maior desafio que os dirigentes santistas enfrentam é convencer Robinho a baixar as suas exigências salariais à realidade do futebol brasileiro. Comenta-se que o jogador já teria desistido das luvas e aceitaria um salário mensal de R$ 1 milhão. O Comitê Gestor do Santos tenta arrumar contratos publicitários para que o clube não tenha que arcar sozinho com alto custo do atacante, além de reduzir o peso da folha salarial do futebol negociando jogadores que ganham muito e estão sendo pouco aproveitados, como Miralles e Marcos Assunção, entre outros.

