Maior vencedor da Superliga, com 12 títulos, o time feminino do Rio, que agora tem apoio exclusivo do Sesc, "diminuiu". É mais baixo se comparado com o de anos anteriores, com média de 1,78m de altura e, por isso, o técnico Bernardinho já sabe qual será o mantra para a temporada 2017/2018 da Superliga que começa neste sábado com partidas do masculino: "Jogar como a escola asiática". E como tamanho não é documento, o Sesc-RJ, que acaba de ganhar o título carioca, é um dos favoritos.
— É um time de médio para baixo. Precisará de volume de jogo, defesa, cobertura, sacar bem. Essas serão as características do time, nossa única maneira de sermos eficientes - explica Bernardinho, que, ao menos, manteve a base da equipe titular. — Vamos fortalecer o que temos de melhor e minimizar nossas limitações. Jogar como a escola asiática. E não se pode dizer que somente times altos ganham jogo.
A 24ª edição da Superliga, que contará com cerca de 20 campeões olímpicos, terá outro time carioca: o Sesc-RJ no masculino, que venceu a Superliga B e conquistou vaga na elite. Terá Giovane como técnico e Maurício Borges, Maurício Souza (os dois venceram a Rio-2016), Tiago Brendle e Renan (ambos na seleção) como destaques.
Desde 2014, quando o RJX foi desmantelado que a cidade não contava com uma equipe masculina na Superliga. O time foi campeão em 2012/2013.
A final, que nos últimos oito anos foi disputada em jogo único, desta vez terá duas partidas. Em caso de vitórias de times diferentes, será realizado um golden set, de 25 pontos, em que o vencedor levará o título. Em cada naipe, serão 12 equipes que jogarão entre si em turno e returno e os oito melhores avançarão às quartas de final, em melhor de três jogos. As semifinais serão melhor de cinco.
Do grupo titular do Sesc-RJ, que venceu o Vôlei Nestlé na última decisão feminina, apenas uma mudança: a saída da central Carol, que foi para a Turquia. Roberta, Monique, Juciely, Gabi (que se recupera de cirurgia), Drussyla e Fabi continuam no time. Entre os reforços, destaque para a ponteira Gabi Guimarães (uma das seis novas atletas).
Roberta, de 1,85m, a mais alta do time principal e que fez a primeira temporada como titular absoluta na seleção brasileira, assumiu o posto de capitã. Ela, que já se cobra muito, conta que agora terá de recorrer com mais frequência às válvulas de escape.
— Cozinharei mais! A música também me ajuda. E como moro sozinha, posso colocar o som que quero. Antes do jogo vou de gospel. Em casa, pagode e MPB - comenta a levantadora, que agora está incumbida de bloquear também — Brinco com isso, que é mais uma responsabilidade. Mas, após a titularidade na seleção, criei um ritmo melhor de jogo, além da confiança. Esse ano chego ao clube como uma nova levantadora e espero guiar o time à final.
Além do Sesc-RJ, participarão desta edição: Fluminense, Vôlei Nestlé, Pinheiros, Valinhos, Bauru, Brasília, Praia Clube, Sesi-SP, Minas, Barueri e São Caetano (SP). O Barueri, comandado por José Roberto Guimarães, foi campeão da Superliga B e estreia na elite.
O Uberlândia é outro favorito e trouxe Fernada Garay de volta ao Brasil após temporadas entre Turquia, Rússia e China. O time terá ainda a americana Nicole Fawcett, Suelen, Claudinha Walewska e Fabiana. Já o Vôlei Nestlé contará com Tandara, Mari Paraíba, Fabíola, Bia e a sérvia Nadja Ninkovic.
A primeira rodada começa neste domingo, às 13h, com o confronto entre Fluminense e Brasília. Os outros jogos serão na terça-feira. O Sesc-RJ jogará contra o Sesi, às 21h30 (com Sportv).
Giovane, que desde 2013, no Sesi, não comandava uma equipe de vôlei, contou que já estava com saudades do ofício. Em 2016 ele foi o coordenador do vôlei na Olimpíada do Rio.
— Não achei bom não ficar tanto tempo longe. Preferia estar nas quadras. Mas busquei outras experiências e foi fantástico trabalhar na Rio-2016. Foi como uma pós-graduação em gestão do Esporte e isso me ajudará muito no projeto do Sesc — falou o campeão olímpico em Barcelona-1992.
Ele diz que seu time é uma mistura de atletas consagrados como Maurício Borges e Maurício Souza, ouro na Rio-2016, e de jovens à procura de espaço, como Thiaguinho, João Rafael e Tiago Barth. Entre os reforços, está Renan, de 2,17 metros, e Tiago Brendle, ambos da seleção brasileira.
— Nossa meta é ficar entre os quatro. Seria um belo desafio — fala o técnico, que aponta o Sada Cruzeiro e o Taubaté como favoritos. — Estamos num segundo escalão, com o Montes Claros, Minas, Corinthians.
O Sada Cruzeiro, pentacampeão da Superliga, sendo dono dos últimos quatro títulos, segue como favorito mesmo sem o levantador William, que foi para o Sesi. Agora o time terá o levantador argentino Nicolas Uriarte, além de Evandro, Isac, Rodriguinho, e os cubanos Leal e Simón. O Taubaté, atual campeão paulista, é outro time forte, com Lucarelli, Wallace, Otávio e o experiente Dante.
O Sesc-RJ abre a rodada hoje, justamente contra o Taubaté, às 14h (com transmissão ao vivo de Sportv e Redetv).
Outro confronto importante será entre Cruzeiro e Corinthians, que estreia nesse ano na elite (conquistou vaga após título da Taça Ouro) e tem Serginho e Sidão como líderes na quadra. O jogo será às 20h (com Sportv), no Parque São Jorge.
Outros jogos deste sábado: Canoas x Montes Claros (18h), JF Vôlei x Minas (18h), Maringá x Sesi-SP (18h30) e Ponta Grossa x Vôlei Renata (20h).

