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Repórter sul-coreano é beijado à força em mais um caso de assédio na Copa

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Repórter sul-coreano é beijado à força em mais um caso de assédio na Copa
Repórter sul-coreano é beijado à força em mais um caso de assédio na Copa
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MOSCOU — Um apresentador de TV da Coreia do Sul foi beijado por duas torcedoras na Copa do Mundo da Rússia, provocando novamente debate nas redes sociais sobre assédio sexual. Embora o repórter tentasse rir, ele mostrou-se claramente envergonhado pela atitude das jovens. Esse foi mais um dos casos de assédio na Copa do Mundo, onde outras repórteres foram beijadas à força e diversas mulheres foram gravadas repetindo palavrões e frases de cunho sexual que desconheciam em outras línguas.

A vítima foi Jeon Gwang-ryeol, que trabalha na MBN, um canal de televisão por assinatura sul-coreano. Enquanto na Coreia do Sul, o assédio não foi condenado, na China, levantou vários debates. Chineses questionaram a atitude das mulheres na rede social Weibo e se perguntaram por que o beijo à força no repórter não causou a mesma indignação dos outros casos. Outros ressaltaram que a falta de revolta é mais um sinal da desigualdade, já que o assédio aos homens é minimizado por causa do machismo.

Gwang-ryeol é o primeiro repórter homem a ser assediado na Copa após diversos casos envolvendo mulheres. A repórter Julia Guimarães, da Rede Globo, foi uma das vítima, quando se preparava para entrar ao vivo antes da partida entre Japão e Senegal, em Ecaterimburgo, na Rússia. Na ocasião, um torcedor tentou beijá-la a força. Uma repórter alemã e outra argentina também foram agarradas por homens enquanto trabalhavam no Mundial.

Diversas estrangeiras também foram gravadas repetindo frases de cunho sexual desconhecendo o que estavam falando. Os assédios sexuais tomaram grandes proporções nas redes e provocaram polêmica tanto no Brasil quanto em outros países latino-americanos. Um dos primeiros casos envolveu brasileiros, que fizeram uma mulher, provavelmente russa, cantar palavras em alusão à cor de seu órgão sexual.

Após os casos, o governo federal fez postagens em seu twitter condenando a violência contra a mulher. Uma campanha também foi feita em redes sociais para mobilizar brasileiros e fazer com que um pedido de desculpas chegue à jovem vítima de assédio na primeira semana da Copa do Mundo, com a hashtag #200milliontimessorry (200 milhões de vezes desculpe, em português). Na Rússia, uma advogada também entrou com uma petição para que o Ministério do Interior da Rússia abra uma investigação contra o grupo.

Na Argentina, um dos homens que gravou vídeos humilhando mulheres na Rússia durante a Copa do Mundo 2018, recebeu uma suspensão de um ano do trabalho. Segundo o comunicado da companhia divulgado nesta segunda-feira, ele está suspenso até que o comitê de ética, "resguardando o direito de defesa", tome uma posição sobre o caso. O argentino pediu desculpas publicamente por ter pedido que uma russa repetisse frases obscenas, se aproveitando do fato de que ela não falava espanhol, informou a emissora "El Doce".

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