SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Quando o Atlético Nacional (COL) teve um pênalti a seu favor logo aos 12 minutos das oitavas de final da Libertadores, o são-paulino já teve calafrios. Com o time recém-eliminado na Copa do Brasil em disputa de pênaltis, onde não fez nenhum e perdeu todos, o torcedor mais pessimista já esperava pelo pior quando o herói da noite apareceu: Rafael.
O goleiro não esteve presente na disputa contra o Athletico-PR porque foi expulso com apenas três minutos de jogo. Só que, desta vez, ele estava. E acertou o canto nas duas vezes em que Edwin Cardona, camisa 10 com bastante rodagem no futebol, com passagens por seleção colombiana e Boca Jrs, bateu. Garantiu o empate em 0 a 0 na Colômbia.
Curiosamente, como Jandrei, Rafael caiu nas duas cobranças para o lado esquerdo. Só que o próprio goleiro revelou sua estratégia em entrevista depois da partida: ele foi pressionar Cardona e lhe disse que iria esperar para definir para onde pularia.
Na primeira cobrança, no primeiro tempo, o colombiano chutou para fora, mas Rafael estava no lance e teria defendido se ela tivesse a direção do gol. No segundo pênalti, já na segunda etapa, o são-paulino esperou um pouco mais, ciente da possibilidade de Cardona bater no centro, mas ainda assim saiu a tempo de defender a cobrança do lado esquerdo.
"Eu acabei esperando ele bater, eu já tava falando com ele que eu ia esperar. No primeiro pênalti, eu já tinha acertado porque eu vi que ele ia bater no canto, e no segundo também. Eu acabei esperando um pouco porque ele tinha também a possibilidade dele bater no meio, mas fui graças a Deus feliz pra poder ajudar a equipe" disse Rafael ao Paramount+.
Em entrevista coletiva depois do jogo, Crespo não escondeu que o time havia estudado os pênaltis, mas afirmou: "Que estudamos, estudamos (como ele bate). Mas não é garantia de nada. Nós sabíamos que Cardona ia bater ali? Tem que perguntar ao treinador de goleiros se passou essa informação".
Calejado pelas últimas eliminações em penalidades (Copa do Brasil semana passada e Libertadores 2024), o torcedor são-paulino agora tem a versão 2025 de Rafael como esperança.



