Início Esportes Queniana e representante do Bahrein vencem a São Silvestre
Esportes

Queniana e representante do Bahrein vencem a São Silvestre

Envie
Envie

SÃO PAULO — Os africanos levaram vantagem mais uma vez no duelo com os brasileiros na 93º edição da corrida de São Silvestre, que aconteceu neste domingo na capital paulista. Dawitt Admasu, que nasceu na Etiópia mas correu representando o Bahrein, venceu a prova masculina pela segunda vez, já que havia sido campeão em 2014. Ele correu os 15 quilômetros do trajeto em 44m17se minutos. O brasileiro mais bem colocado foi Ederson Vilela, que chegou em 12º lugar. O etíope Belay Bezabh terminou em segundo lugar entre os homens, e em terceiro ficou o queniano bicampeão da prova Edwin Rotich.

Entre as mulheres, a vencedora foi Flomena Cheyech, de 35 anos, do Quênia, com o tempo de 50m18. No ano passado, ela havia chegado em segundo lugar, com o tempo de 49m15s. Cheyech deu um verdadeiro passeio em suas adversárias e abriu distância logo na largada. Na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antonio, por exemplo, ela chegou a abrir uma vantagem de mais de 200 metros sobre a segunda colocada, a etíope Sintayehu Hailemichael, que terminou com tempo de 50m55s. Em terceiro, ficou a também etíope Birhane Dibaba, com 50m77s

No masculino, depois de 5 quilômetros percorridos, houve um incidente. O brasileiro Wellington Bezerra e o queniano Edwin Rotich se tocaram e ambos acabaram caindo no chão. Rotich esbarrou no joelho de Bezerra. Mas ambos se levantaram e seguiram na prova.

A chuva que caiu sobre São Paulo não atrapalhou os mais de 30 mil participantes da corrida, que tem o mesmo número de participantes da maratona de Boston. Às 8h40 deste domingo, os termômetros da Avenida Paulista, onde ocorreram as largadas, marcaram 21°, temperatura mais amena do que os 25º registrados no ano passado. O grupo de elite feminino largou às 8h40, e o grupo de elite masculino e os atletas amadores largaram às 9h. Às 8h20, foi cadeirantes iniciaram a prova.

Além dos atletas profissionais, o que chama a atenção na São Silvestre são os animados corredores anônimos, muitos vestidos com roupas extravagantes ou fantasiados. Mulheres vestidas de Minie, homens com fantasia de tubarão ou com o macacão vermelho e capacete verde amarelo em homenagem ao piloto Ayrton Senna. Houve até mesmo personagens de Star Wars participando da São Silvestre. Muitas faixas com nomes de cidades como Itararé, em São Paulo, ou bandeiras de estados Pernambuco e da Paraíba também apareceram na largada. A criatividade não teve limites e muita gente para fazer festa.

Segundo a organização, havia corredores de todos os estados brasileiros, inclusive o Distrito Federal, e representantes de pelos menos 40 países. A maioria tem idade entre 35 e 39 anos, sendo 70% de homens e 305 de mulheres. Mas havia 600 corredores com mais de 70 anos.

A chegada, também na Paulista, aconteceu em frente à Fundação Cásper Líbero. Este ano, a largada avançou 150 metros na Paulista e aconteceu entre as ruas Augusta e Padre João Manuel. O novo ponto de largada, segundo a organização, ficou mais próximo ao túnel José Roberto Fanganiello Melhem, dificultando a entrada dos chamados pipocas, corredores que não fazem inscrição, mas pulam as grades para participar da prova. Foram distribuídos durante o trajeto cerca de 720 mil copos de água. A prova, que acontece desde 1925, sempre no dia 31 de dezembro, marca o final do ano esportivo no Brasil.

Em 2016, a queniana Jemima Sumsong, campeã da maratona na Olimpíada do Rio, venceu a prova e bateu o recorde histórico ao completar a corrida em 48min35s. O melhor tempo entre as mulheres havia sido registrado em 2011 pela também queniana Priscah Jeptoo e era de 48min48s. O jejum de vitórias brasileiras no time feminino se mantém desde 2006, quando Lucélia de Oliveira Peres fez o melhor tempo da prova. Em 2016, a brasileira melhor colocada foi Tatiele de Carvalho, que conseguiu a 7ª colocação com 54min01s.

Entre os homens, o vencedor de 2016 foi o etíope Leul Aleme, que concluiu a prova em 44min53s. O brasileiro Giovani dos Santos foi o melhor colocado e chegou em 4º lugar (45min30s). Ele subiu no pódio, no ano passado, pela sexto ano consecutivo. A vitória verde e amarela no masculino não ocorre desde 2010, ano em que Marilson Gomes dos Santos levou o primeiro lugar. Nos últimos seis anos, apenas etíopes e quenianos ganharam a prova.

O maior vencedor – e também recordista com tempo de prova de 43m13 em 1995 – é o queniano Paul Tergat com cinco vitórias e, entre as mulheres, a portuguesa Rosa Mota, que com seis vitórias consecutivas nos anos 1980 é a maior vencedora geral. Entre os brasileiros, o maior vencedor é Marílson Gomes dos Santos, com três vitórias.

Siga-nos no

Google News