"Copa para quem?", "Quando o povo parar de se conformar, o Brasil vai mudar" e "Desliga a TV e pensa" são alguns dos cartazes levados pelos manifestantes no protesto no Maracanã, parte deles em inglês. Muitas pessoas também levavam a Bandeira Nacional. Mas, apesar do início pacífico, o protesto acabou se transformando em confronto com a PM, provocando cenas de violência nas ruas do Rio.
Tropas da Polícia Militar do Rio jogaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para tentar conter o protesto e evitar que as pessoas se aproximassem do Maracanã. No momento do ataque, os manifestantes cantavam o Hino Nacional. A PM alegou que precisava desocupar a via pública, que estava parcialmente interditada pelos participantes da manifestação.
Asmática, uma manifestante caiu ao chão e teve que ser socorrida por colegas, já que tinha dificuldades de respirar em meio à fumaça. Não há ainda informações sobre outras vítimas. Também não se sabe se há presos pelos cerca de 20 policiais da Tropa de Choque e 16 profissionais da Força de Segurança Nacional, encarregados de reprimir o protesto.
O estudante Daniel Batista, um dos organizadores da manifestação, considerou arbitrária a ação policial, pois o protesto transcorria de maneira pacífica. "Desde o princípio fizemos tudo certo. Entregamos ofício ao 4º Batalhão da PM. O tempo todo negociamos, mas não houve diálogo. Cercaram os manifestantes. Fomos encurralados, quando a polícia deveria nos proteger", afirmou.

