SÃO PAULO - O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, disse que seguirá para a Colômbia num avião da Força Aérea Brasileira (FAB) na tarde desta terça-feira, saindo de São Paulo, para ajudar na identificação dos corpos das vítimas. O avião que levava a equipe da Chapecoense para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana caiu na madrugada desta terça-feira, nas proximidades de La Ceja, na Colômbia. São mais de 70 mortos. Há seis sobreviventes. O prefeito estava programado para estar no mesmo voo.
Buligon pediu apoio à Presidência da República, que colocou à disposição duas aeronaves. No primeiro voo vão embarcar, além do prefeito, seis médicos da Chapecoense e outros representantes do time, como dois advogados.
- Temos que deixar a carga emocional de lado porque vamos para reconhecer corpos. Eles (na Colômbia) estão pedindo autoridades de Chapecó. Vou para Medellín com médicos e outras pessoas conhecidas dos jogadores que possam ajudar na identificação. Acredito que vamos sair daqui perto das 16h - declarou o prefeito, abalado.
O outro avião da FAB, de grande porte, será usado para trazer os corpos, quando liberados pelas autoridades da Colômbia. - Esse avião está em Manaus e ficará à nossa disposição a partir de amanhã. Não vai ser fácil, mas precisamos aliviar o coração das pessoas. Agora é cuidar das famílias e é para isso que vou me dispor. Estou saindo daqui para reconhecimento e, o mais rápido possível, levá-los com dignidade para Chapecó - afirmou o prefeito.
De acordo com o Ministério da Defesa, outras duas aeronaves vão ajudar no transporte de passageiros para Medellín.
Os parentes das vítimas estão sendo atendidos na Arena Condá, estádio da Chapecoense, e no gabinete do prefeito. Há médicos à disposição das famílias em dois centros de crise que foram montados. Do lado de fora da arena, dezenas de torcedores fazem vigília.

