Portuguesa recupera troféus penhorados da 'Barcelusa' e do Paulista de 1973

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

10/06/2021 5h36 — em Esportes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Símbolos de momentos de glória da Portuguesa, cinco troféus conquistados pelo time foram recuperados nesta semana, mais de dois anos após terem sido penhorados por conta de uma dívida trabalhista.

Entre as taças que voltaram à galeria lusitana estão as que representam duas conquistas muito especiais para os torcedores: o Campeonato Paulista de 1973, alcançado por um time que tinha nomes como Isidoro, Badeco, Basílio e Enéas, e o troféu da Série B do Brasileiro de 2011, considerado a última grande equipe formada pelo clube, apelidada à época de Barcelusa.

Além delas, o Troféu Cidade de SP (1973), o Troféu San Izidro (1951) e Taça Cidade de SP (1976) foram recuperados pela Portuguesa após acordos firmados na Justiça.

A penhora ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2019 por causa de uma dívida de R$ 105 mil com o meia Fran, que defendeu o clube em somente uma partida, durante 24 minutos, em 2014, na gestão do ex-presidente Ilídio Lico (2014-2015).

"O êxito que tivemos de executar esse acordo trabalhista nos permite resgatar nossa história grandiosa e restituir a nossa honra com o resgate dos troféus", disse à reportagem Antônio Carlos Castanheira, presidente do time lusitano.

Eleito no fim de 2019, o mandatário tem feito uma série de negociações para equacionar a dívida total do clube, estimada em mais de R$ 300 milhões.

O processo de reestruturação, contudo, é lento, pois cerca de 90% do montante que o time deve envolvem processos trabalhistas, que provocaram o bloqueio de parte das receitas da agremiação.

A Portuguesa destina cerca de R$ 250 mil mensais para o pagamento de acordos trabalhistas.

"Nós encaramos de frente nossos credores. Adotamos um modelo para que a Portuguesa possa honrar as suas dívidas. A cada passo, estamos trazendo a credibilidade de volta", acrescentou Castanheira.

Atualmente, as principais fontes de crédito são provenientes de patrocínios, de aluguéis e do instrumento de solidariedade da Fifa, regra da entidade criada para ressarcir equipes que formaram atletas. O percentual pode chegar a 5% do valor de cada transação envolvendo um jogador.

Desde fevereiro de 2020, com o início da pandemia de Covid-19, a Portuguesa deixou de fazer eventos no Canindé e perdeu aquela era sua principal fonte de receitas.

Por outro lado, ao voltar a disputar a Série D do Campeonato Brasileiro, atraiu novos patrocinadores e tem atualmente uma camisa avaliada em R$ 200 mil por mês. É um valor semelhante ao recebido ao longo da temporada de 2013, quando a equipe disputava a Série A.

Com esse dinheiro, segundo informou o clube, os salários dos atletas, assim como as despesas com água, luz e impostos, estão em dia há 18 meses.

A equipe se classificou para a quarta divisão nacional ao conquistar a Copa Paulista na última temporada. O time está no Grupo 7 da Série D e estreou no sábado (5) com um empate por 2 a 2 com o Cianorte-PR.

O próximo compromisso será contra o Madureira-RJ, no domingo (13), no Rio de Janeiro.


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