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Por que carro de Pérez ficou destruído, mas piloto saiu andando?

Por Folha de São Paulo

27/05/2024 11h08 — em
Esportes



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Sergio Pérez teve o carro completamente destruído em um acidente na primeira volta do GP de Mônaco, no domingo (26). Mas o estado do carro foi exatamente o que garantiu que o piloto da Red Bull saísse andando da colisão, sem ferimentos.

Os carros de Fórmula 1 são pensados para que a célula de sobrevivência, que inclui o assento do piloto, não sofra com o impacto. Para isso, todas as outras peças do design dissipam energia e protegem o cockpit.

Nas imagens feitas na corrida, é possível ver a estrutura intacta em meio aos outros destroços, o que explica um desfecho sem ferimentos.

Julianne Cerasoli, colunista do UOL, também destaca o fato de que Pérez nem precisou ir ao centro médico, o que é obrigatório no caso de acidentes mais fortes, com a partir de 15 G de impacto lateral.

Diferentemente do que já aconteceu em outros acidentes, até o momento, a RBR não divulgou a força do impacto sofrido pelo mexicano, o que leva a crer que, talvez, o estrago passe uma impressão de que a colisão foi pior do que parece.

"Acho que como bateu no muro e na Haas (de Kevin Magnussen), cada um de um lado, isso fez o estrago ser grande. Mas em termos de impacto não foi tanto. Dá pra ver nas fotos certinho a side impact structure, que segurou bem", afirma Julianne.

No carro, a "side impact structure" ou "estrutura de proteção a impacto lateral", é semelhante a tubos, dois de cada lado do piloto, um mais perto do assoalho e outro mais para cima. Se o carro bate lateralmente, como aconteceu com o Pérez, eles abrandam o impacto, segundo o The Race.

Tanto as estruturas frontais quanto as traseiras absorvem a energia e, por isso mesmo, ficam amassadas, segundo explicação da própria RBR em seu site.

Quase todo o carro é feito de compostos com fibra de carbono, tornando o carro muito rígido, forte e extremamente leve. Ela também conta com recursos anti-incêndio e uma luz, pensada para equipes médicas, ativada quando os sistemas de segurança não funcionaram e a área do assento sofreu um grande impacto, alertando para um cuidado especial na retirada o piloto.

Ainda assim, a RBR destaca que é difícil que as células sejam destruídas em acidentes graves. As estruturas que ficam em volta dela sempre passam por testes de resistência a colisões antes mesmo de os carros irem para testes na pista.

Além do que cerca o cockpit, ele tem sistemas de proteção na área do assento. Dentro do carro, antes de a corrida começar, a equipe ajeita uma espécie de "concha" aos lados dele, revestida de uma espuma de uretano, não inflamável. Ela também tem propriedades de absorção de energia.

Já no próprio corpo, desde 2003, os pilotos contam com o Hans (Suporte de Cabeça e Pescoço, na tradução livre para o português), um dispositivo de segurança em formato de U que se encaixa sob a nuca e os ombros e é ligado ao capacete, servindo como uma proteção extra para o pescoço caso aconteça um impacto.


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