A Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude publicou, nesta terça-feira, no Diário Oficial do Estado o Acordo de Cooperação Técnica entre a Superintendência de Desporto do Estado do Rio (Suderj) e a Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA), para que a entidade paulista ministre aulas no Parque Aquático Júlio de Lamere. Como o acordo não envolve administração do local ou exploração comercial, não foi necessária uma licitação.
Segundo o documento, a ABDA vai ser responsável por parte dos cursos de inclusão social do parque. Em um primeiro momento, 400 crianças entre 5 e 14 anos serão contempladas pelas aulas. O projeto prevê também modalidades paralímpicas. Só a pisciana coberta estará disponível.
— É uma grande honra para a ABDA estar presente no Rio de Janeiro. As turmas serão abertas gradativamente para uma perfeita integração de logística e ocupação do espaço. Quando estivermos trabalhando em plena capacidade, com todas as turmas, a previsão de ocupação do parque aquático será de 1,5 mil crianças diariamente, com um atendimento de 6 mil alunos — explicou Alexandre Zwicker, direto da instituição paulista.
Local passou por reparos
Nesta terça-feira, na abertura oficial, alguns ex-alunos puderam voltar ao Parque Aquático, que ainda precisa de cuidados.
— Não sabia se chorava ou se gritava de emoção. Fiz os dois. Não está 100%, mas está aberto. Estou louca para pular nessa piscina, onde cresci, onde nasci no esporte — disse Andressa Mendes, atleta do Time Brasil de Saltos Ornamentais.
Andressa e outros atletas ainda terão que esperar um pouco mais. A piscina de saltos será a última a ser aberta. No entanto, o Júlio de Lamare já tem uma cara diferente da que se via na última visita feita pelo GLOBO ao local. No dia 9 de fevereiro, ele estava abandonado. Sem segurança, crianças invadiram as piscinas para brincar, ladrões roubaram chuveiros, esquadrias de metal e fios. A ABDA disse ter pago pelos reparos. O local está longe do ideal, mas está seguro para atletas e o público em geral.
— Gastamos R$ 500 mil só em fiação para repor o que foi furtado. Isso foi feito porque precisamos de tudo no lugar para a utilização e implementação das escolinhas — explicou Zwicker, lembrando que a ABDA é uma entidade sem fins lucrativos.
A Suderj continua responsável pela manutenção do lugar, que custa entre R$ 40 e R$ 50mil por mês. Além disso, a entidade visa a fazer outras parcerias. Na segunda-feira, a reportagem do GLOBO mostrou que professores de educação física, concursados e com longa história no Júlio de Lamare estavam preocupados com o local e com sua participação na reabertura. O secretário Thiago Pampolha prometeu que eles serão aproveitados:
— Eles serão importantes. São funcionários de carreira e têm experiência. Serão reintegrados ao Júlio de Lamare.

