SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Desde que as competições passaram a coincidir no calendário, há 18 anos, o Palmeiras não entrava em uma fase de mata-mata na Libertadores vivendo um momento tão positivo no Campeonato Brasileiro.
Nesta quarta-feira (14), às 19h15, o time alviverde encara a Universidad Católica (CHI) em jogo de ida das oitavas de final do torneio continental. A equipe de Abel Ferreira vem embalado pela liderança isolada no Brasileiro.
Na competição nacional, o técnico português não havia experimentado rendimento tão bom desde sua chegada, em novembro de 2020. Com uma sequência de cinco vitórias, o Palmeiras tem hoje 75,8% de aproveitamento no torneio.
Em 2019, sob comando de Felipão, o Palmeiras também iniciou o mata-mata da Libertadores como líder do Brasileiro. Mas, em vez de ascensão, o time vivia um princípio de decadência. Tanto que a rodada concomitante ao início do mata-mata da Libertadores foi a última em que o clube alviverde foi líder.
Naquela temporada, na Copa do Brasil, o Palmeiras havia sido eliminado pelo Internacional. Já no jogo imediatamente anterior ao duelo com o Godoy Cruz (ARG) em Mendoza, em 23 de julho, foi derrotado pelo Ceará, perdendo uma invencibilidade de 33 jogos no Brasileiro, que perdurava desde 25 de julho de 2018.
Menos de um mês e meio depois, após derrota por 3 a 0 para o Flamengo no Maracanã, em 1º de setembro, e já eliminado pelo Grêmio nas quartas da Libertadores, Felipão perdeu o emprego. No mesmo ano, ainda foram demitidos Mano Menezes, seu substituto, e o então diretor de futebol Alexandre Mattos.
Em uma edição anterior da Libertadores, em 2018, quando se preparava para enfrentar o Cerro Porteño (PAR) nas oitavas da Libertadores, o Palmeiras, que viria a ser campeão brasileiro com Scolari, era o sexto colocado na tabela do Nacional.
Naquele ano, Felipão dividiu o elenco em dois times, e o Brasileiro ficou com os jogadores considerados reservas, que foram ganhando posições até a chegada ao topo. Após o Palmeiras ser eliminado na semifinal da Libertadores pelo Boca Juniors (ARG), o treinador priorizou, enfim, o Nacional.
Já em 2017, o Palmeiras era quarto no Brasileiro quando começou a duelar com o Barcelona (EQU), por quem seria eliminado nas oitavas, nos pênaltis. Em 2016, o time que conquistaria o eneacampeonato brasileiro sequer passou da fase de grupos da Libertadores com Marcelo Oliveira e, depois, Cuca.
Por fim, em 2013, sob comando de Gilson Kleina, que fez uma campanha digna na Libertadores, o Palmeiras até era líder, mas da Série B do Brasileiro, quando enfrentou o Tijuana (MEX) nas oitavas da competição sul-americana.
A fase de bonança atual, é bom lembrar, veio precedida por uma tempestade, com direito a troca de farpas públicas entre Abel e a diretoria.
Mas os resultados se impuseram e, contra números que só crescem na tabela, quase todo argumento negativo se torna fraco. Basta ver que o embate entre a direção e Felipe Melo sobre eventual renovação contratual do volante não abalou o desempenho do time.
A maior ameaça ao Palmeiras de Abel hoje são os desfalques: Luiz Adriano e Rony, entregues ao departamento médico, estão fora do jogo em Santiago. Em contrapartida, o treinador poderá contar com Weverton, de volta da seleção brasileira, e Luan, poupado do clássico com o Santos.
Assim, o Palmeiras deverá chegar ao mata-mata da Libertadores com a seguinte equipe: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Matías Viña; Danilo, Zé Rafael, Gustavo Scarpa e Raphael Veiga; Breno Lopes e Deyverson.
Estádio: San Carlos de Apoquindo, em Santiago (CHI)
Horário: 19h15 (de Brasília) desta quarta-feira (14)
Árbitro: Andrés Matonte (URU)
VAR: Carlos Benítez (PAR)
Transmissão: Conmebol TV

