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Novo técnico da seleção de basquete, Petrovic exige comprometimento de jogadores

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São Paulo O croata Aleksandar Petrovic foi apresentado na tarde desta terça-feira, em São Paulo, como novo técnico da seleção brasileira de basquete. Aos 58 anos, ele volta ao país em que, no ano passado, comandou a seleção croata nos Jogos Olímpicos do Rio. Sua estreia será em um mês, em 24 de novembro, contra a seleção chilena em jogo válido pela primeira rodada das eliminatórias para o Mundial de 2019, na China. No dia 27, a seleção recebe a Venezuela, na Arena Carioca 1, também pelo competição.

— Estou ciente que temos pouco tempo e esperamos o comprometimento dos jogadores, e um jogo mais ofensivo. Precisamos trabalhar esses pontos. Se o jogador não se apresentar para primeira etapa (das eliminatórias), não vai estar nas próximas (convocações) que teremos — afirmou Petrovic, que citou alguns nomes que devem estar nas próximas convocações. — Conheço o trabalho de Augusto Lima, Ricardo Fischer, Vitor Benite e Faverani. São jogadores que tenho acompanhado e com os quais quero contar na seleção.

O treinador que fala espanhol — e que prometeu falar português em breve — disse que tem três desafios na seleção: a classificação para o Mundial, a vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, e a preparação das divisões de base. Antes da estreia contra o Chile, o treinador só terá três treinamentos com o elenco. Treinador brasileiro na campanha ruim da Copa América, em agosto, quando a seleção nem sequer avançou em seu grupo, César Guidetti fará parte da comissão técnica, assim como Bruno Savignani. Eles serão auxiliares.

— Estou fazendo a ‘radiografia’ e detectei algumas falhas — disse Petrovic. — A defesa pode ser um pouco mais forte. Também quero falar com os jogadores antes da competição porque quero saber o que eles pensam sobre jogar um pouco diferente do que eles já vinham jogando. Nos Jogos Olímpicos, tínhamos mais jogadores na posição de ala-pivô e pivô e isso dificultou a movimentação em quadra.

De acordo com Guy Peixoto, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), os salários do croata serão bancados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). O dirigente afirmou que cogitou treinadores brasileiros, mas que estes já estão empregados e com bons salários. Antes de Petrovic, o Brasil foi comandado por outros dois estrangeiros: o argentino Rubén Magnano, de 2010 a 2016, e o espanhol Moncho Monsalve, de 2008 a 2009.

— Ele (Petrovic) assumiu essa responsabilidade e agradeço por essa coragem por fazer parte da nossa equipe. Tivemos muitas opções, e a verba de salário está vindo do Comitê Olímpico, o que nos ajudou nessa decisão. Fiquei impressionado com a vontade que ele demostrou em vir para o Brasil. Ele aceitou esse desafio, viajar e difundir o seu conhecimento. Realmente é uma honra ter Aleksandar Petrovic participando desse projeto do basquete brasileiro.

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