Enquanto França e Espanha decidem uma das semifinais da Copa do Mundo sob critérios puramente técnicos, o duelo entre Argentina e Inglaterra, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, carrega uma bagagem dramática que mistura guerra, trapaça e redenção. Este será o primeiro confronto entre as seleções desde 2005.
Os pilares de uma rivalidade histórica:
A Guerra das Malvinas (1982): O conflito armado pelo controle do arquipélago durou pouco mais de dois meses e terminou com a vitória britânica. Deixou marcas profundas nos dois países, com a morte de 649 soldados argentinos e 255 ingleses.
A "Mão de Deus" e o Gol do Século (1986): Apenas quatro anos após a guerra, as seleções se enfrentaram nas quartas de final da Copa do México. Diego Maradona decidiu o jogo (2 a 1) com dois gols históricos: um de mão (não visto pelo árbitro) e outro enfileirando metade do time inglês partindo do meio-campo.
O drama de Beckham (1998): Nas oitavas de final da Copa da França, David Beckham foi expulso após cair na provocação de Diego Simeone. Com um a menos, a Inglaterra foi eliminada nos pênaltis, e o meia virou o principal vilão de seu país.
A redenção (2002): Quatro anos depois, na Copa da Coreia e do Japão, o próprio Beckham marcou, de pênalti, o gol da vitória inglesa por 1 a 0 na fase de grupos, sacramentando a eliminação precoce da favorita Argentina.
Alerta de segurança: Governo argentino pede divisão de torcidas
Diante dessa tensão acumulada, o governo de Javier Milei sugeriu formalmente a separação física das torcidas da Argentina e da Inglaterra em diferentes setores e acessos do estádio em Atlanta.
Embora as diretrizes da Fifa priorizem a integração dos espectadores, o Ministério da Segurança argentino recomendou expressamente a setorização das áreas de maior risco como medida preventiva para evitar conflitos entre os grupos mais radicalizados.




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