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Novato do futebol do Fla, Lomba chega para ficar: ‘Quero dar minha contribuição em 2018’

Novato do futebol do Fla, Lomba chega para ficar: ‘Quero dar minha contribuição em 2018’
Novato do futebol do Fla, Lomba chega para ficar: ‘Quero dar minha contribuição em 2018’

Ricardo Lomba ainda não é o homem forte do futebol do Flamengo, alcunha normalmente atribuída ao vice-presidente que se torna responsável pela pasta mais importante do clube. Mesmo assim, aceitou o desafio de sair da arquibancada, perder o tempo com a família e o trabalho na Receita Federal, para ajudar o time do coração, e entrar em uma estrutura consolidada de trabalho que tem sido alvo de críticas pelo mau desempenho.

A sensação de pressão e cobrança por resultados expressivos foi imediata. Aos 50 anos, o novo dirigente abandonou o futebol com amigos na sede da Gávea, o cargo de vice-presidente do Conselho Deliberativo do clube, para funcionar como elo entre as correntes políticas, a torcida, e jogadores e profissionais do futebol com dificuldades de identificação com o Flamengo, algo que Lomba tenta resgatar.

Em entrevista a O GLOBO, o novato dirigente fala sobre os primeiros meses no cargo.

Realmente, no Flamengo tudo é superlativo. Como rubro-negro, quero me dedicar ao máximo. Foram dois meses de muito aprendizado, leitura, observação. Quero dar minha contribuição em 2018. Temos a missão única de fazer o Flamengo melhor. Quero que a gente volte a comemorar títulos importantes.

O Flamengo tem elenco, torcida, para entrar em qualquer competição com o objetivo de ser campeão. Não adianta pensar que a meta é a segunda fase da Libertadores. É ser campeão.

A ideia é ter o plantel completo pra pré-temporada. Não vamos fazer aventura. Temos um investimento interessante no elenco, com um patamar alto. Vamos fazer um remanejamento, abrir espaço em folha para trazer jogadores. Um sai, outro entra, mas sem comprometer.

Além do investimento feito esse ano, teremos um aproveitamento da base interessante, porque chamou atenção. Terminamos o ano com alguns da base como destaque. O reforço pode vir de casa. O sucesso passa pelo desempenho esportivo. Quem estiver jogando bem, tem que botar para jogar. E a base está jogando bem.

A dificuldade é comum a todos os clubes, pegar jogadores para resolver o problema. Queremos jogadores qualificados. A gente tem orçamento limitado. Gostaria de lembrar também que hoje jogar no Flamengo é uma situação bastante atraente para o jogador. A grandeza do clube, mas estruturado, em dia, dá mais tranquilidade.

A gente tem trabalhado para isso. Para fazer as contratações o mais rápido possível. Não queremos iludir torcedor. A gente sabe da expectativa, da ansiedade do torcedor. Estamos conversando com jogadores, mapeando o perfil, ainda não há nada finalizado.

Posso pegar o Juan como exemplo. Comprometido, com capacidade técnica. Conhece tudo no Flamengo. É um exemplo para todos. Ele também inspira por essa relação com o clube. Os torcedores querem jogadores assim. O jogador tem que entender o que é jogar no Flamengo.

Eu participo ativamente. Converso, sugiro, participo de reunião com empresários, jogadores. Sou novato, mas estou procurando ajudar. Jamais imaginei estar num cargo desse. Caiu na minha mão, então vamos em frente. É uma pedreira.

Seria preocupante falar que é a posição oficial do Flamengo. Foi razoável o que ele falou. Em um jogo dessa envergadura, sem segurança do lado de fora, meu ponto de vista é que é preciso programar a segurança por conta de uma invasão externa, e esse número de policiais precisa aumentar. Fica complicado dar conta. Mas a discussão tem que envolver os outros clubes, a federação, todo mundo. Quando ele fala que tem que reconhecer e levar pra fora do estado, quer dizer que não pode acontecer de novo. Eu fui ao jogo com minhas filhas, desci para o vestiário e elas ficaram sozinhas, é uma preocupação. Tem que acabar a vaidade para resolver.

Isso não passa pelo futebol, tem setores que tratam essa relação. Pensar em encerrar a relação com a torcida não tem sentido. Ela faz parte do espetáculo, é um combustível. Quando acontece uma situação dessa, tem que analisar e construir uma solução melhor. Em que todos os personagens envolvidos estejam embuídos no mesmo objetivo. Não participei da decisão, mas achei prudente. Não falamos em encerrar, vamos ver onde estão os erros e melhorar.

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