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No Rio, judô brasileiro quer brilhar como em 2007, para embalar rumo a 2016

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RIO DE JANEIRO, Estado do Rio de Janeiro (AFP) - A seleção brasileira de judô se preparava para disputar, a partir de segunda-feira, seu segundo Mundial em casa, após a edição histórica de 2007, na qual três medalhas de ouro foram conquistadas, a três anos dos Jogos Olímpicos de 2016.

Depois do bom desempenho em Londres no ano passado, quando conquistou o primeiro título olímpico da sua história no feminino com Sarah Menezes, além de três medalhas de bronze com Mayra Aguiar, Rafael Silva e Felipe Kitadai, as metas da seleção foram elevadas.

A expectativa é superar o número de pódios do último Mundial, em Paris-2011, onde o país somou cinco medalhas, duas pratas e três bronzes.

"Queremos conquistar mais medalhas e, pelo menos, um ouro na competição. Não será fácil, pois a cada ano o Mundial está mais difícil sobretudo com a regra de permitir mais de um atleta por país nas categorias. Mas estamos planejando e trabalhando para fazer uma grande competição. O resultado, porém, só saberemos no dia 1 de setembro", declarou Ney Wilson, gestor de alto rendimento da CBJ, quando foram apresentados os 18 atletas que representarão o país na competição.

Destes 18, 11 já disputaram olimpíadas e cinco lideram o ranking atual das suas categorias. São eles Victor Penalber (81 kg), Rafael Silva (+100 kg), Sarah Menezes (48 kg), Mayra Aguiar (78 kg) e Maria Suelen Altheman (+78 kg).

No total, o judô brasileiro soma 28 medalhas em Mundiais (4 ouros, 7 pratas e 17 bronzes).

Campeão Mundial no Rio em 2007, o experiente Tiago Camilo, de 31 anos, foi cortado de última hora por sofrer uma luxação no ombro durante um treino a poucos dias do começo da competição. Ele foi substituído por Eduardo Santos.

Hoje, a seleção masculina está sendo liderada por atletas mais novos, como Felipe Kitadai, de 24 anos, e Rafael Silva, de 26, ambos medalhistas de bronze em Londres.

"Todos querem seguir o exemplo de Rafael e Kitadai, que são atletas novos que conseguiram subir ao pódio. Os outros jovens têm a convicção que podem também, isso motiva bastante os atletas", revelou à AFP o técnico Luiz Shinohara, que destacou a importância do "fator casa".

"Em 2007, a torcida motivou bastante os atletas e isso deve se repetir. Vai ser difícil ter um resultado tão bom quanto cinco anos atrás (3 ouros e um bronze), mas eles têm condições de fazer um bom Mundial", completou o treinador, que tem como meta três medalhas para a equipe masculina.

Já o feminino espera conquistar o seu primeiro título mundial, após o ouro olímpico de Sarah Menezes em Londres.

"A medalha de Sarah foi apenas uma confirmação da boa fase que o feminino vem tendo. O judô feminino brasileiro hoje tem uma identidade", ressaltou Rosicleia Santos, técnica da seleção feminina.

Aos 23 anos, Sarah ganhou mais maturidade, perdeu até um pouco da timidez e espera proporcionar mais alegrias para a torcida.

"A medalha me dá mais tranquilidade do que pressão. Competir no Rio vai ser muito especial. Com o apoio da torcida, ganhamos confiança para nos soltar mais na competição. Como os Jogos também vão ser aqui, a gente já se vê no pódio olímpico", explicou a judoca à AFP.

Rosicleia também deixou claro que este Mundial era mais uma etapa rumo ao grande objetivo da todos, as Olimpíadas do Rio-2016.

"A gente tem que encarar esse Mundial como um grande treinamento para as Olimpíadas. A equipe vai ver como é lutar diante da nossa torcida. Estamos apenas no início do ciclo olímpico, ninguém tem que se desesperar se não chegar ao pódio ou pelo contrário achar que vai ser campeão olímpico só porque levou o ouro no Mundial", analisou.

Em 2016, o palco será outro. O Maracanãzinho acolherá as competições de vôlei, quando o judô será disputado em um dos pavilhões do novo Parque Olímpico que está sendo erguido na Barra da Tijuca.

Mesmo assim, os judocas brasileiros terão a oportunidade de sentir o calor da torcida carioca.

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