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Nijni Novogord se espelha no Brasil para atrair seleção

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NIJNI NOVGOROD, RÚSSIA - Alexey Moskvin fez estágio no Brasil para receber a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2018. Secretário de esporte de Nijni Novgorod, ele até importou o design do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. É praticamente uma réplica à beira do Rio Volga. Após aprender a fazer festa no calçadão de Copacabana e ir a Cuiabá para entender a alma brasileira em 2014, a ideia dele é transformar a sua calorosa cidade em uma filial verde-amarela.

- Venham - convoca ele. - Aproveitem a nossa bela e histórica cidade. Temos, como vocês, famosas paisagens, igrejas, pontos turísticos e, acima de tudo, aprendemos a criar a atmosfera certa para fazê-los felizes. Eu espero que o Brasil venha e tenha muita sorte.

Caso seja sorteado para o Grupo D, o Brasil poderá fazer dois jogos em Nijni. Se cair no C, passaria pela cidade se chegar às quartas de final. A campanha, agora, é junto à CBF e à Fifa para que a seleção fique de vez hospedada na cidade, estrategicamente localizada entre Moscou e Kazan.

- Temos dois complexos de treinos e estamos torcendo para o Brasil escolher um deles - disse o secretário.

A Fifa tem em mãos a lista de pedidos. A CBF já visitou algumas bases na Rússia e deverá percorrer novos campos nesta ida do técnico Tite às semifinais e à final da Copa das Confederações. Moskvin diz que o estádio foi comentado em alguns círculos da Fifa.

- O design se encaixou bem na nossa cidade, como o de Brasília. É um conceito que não é muito moderno, de arena, é mais clássico. Então cria as condições perfeitas de familiaridade - disse ele.

Foram investidos no estádio para 45 mil pessoas 700 milhões de rublos (cerca de R$ 40 milhões) vindos de recursos federais. O prazo de conclusão é no final do ano. Mas o estádio só será entregue à Fifa em maio de 2018, para eventos testes.

Moskvin diz que foi ao Brasil aprender, mas quer evitar os erros do país, como a corrupção que assolou as construções dos estádios. Ele diz que há um rígido controle, mas é de conhecimento público que há indícios de superfaturamento no estádio de São Petersburgo.

- É uma obra cara para o nosso povo. Houve licitação, e todos cumpriram as etapas para fazer esta e outras obras, como a reforma do terminal do aeroporto Strigino, a nova estação de metrô e novos hotéis.

Pelo menos até agora, a população comprou a ideia e parece empolgada com a proximidade da Copa. Cerca de 85% do 1,27 milhão de habitantes de Nijni Novgorod aprovam a realização do Mundial em solo local. É a maior aprovação entre todas as cidades-sedes. E a empolgação será vista nas ruas. A principal será o local da fan fest da Fifa, na praça central da cidade.

- O Brasil e os brasileiros ficariam ótimos aqui, claro. Eu visitei Cuiabá e Rio de Janeiro, adorei as pessoas, porque são muito empolgadas com o futebol e calorosas. Foi uma ótima experiência adquirida no calçadão, que vou aplicar aqui - afirmou o secretário.

Nijni também é fã de futebol. Há mais de 150 times amadores e, diferentemente de Moscou, é possível ver grupos de pessoas com bolas nas mãos, indo ou voltando de alguma pelada. Com o estádio novo, que será a sua casa, o Olympiets, time da cidade, espera sair da segunda divisão.

- Ficará como um legado - disse o secretário.

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