RIO - Acusados de irregularidades à frente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), os ex-dirigentes Coaracy Nunes, Sérgio Alvarenga, Ricardo Moura e Ricardo Cabral, que estavam presos preventivamente desde abril, receberam nesta terça-feira habeas corpus. Eles vão cumprir prisão domiciliar e terão de usar tornozeleiras eletrônicas. De acordo com a decisão judicial , estão proibidos de ir à CBDA, cuja sede fica no Rio, e de comparecer a eventos da entidade, bem como manter contato com outros dirigentes.
Presidente da CBDA por 29 anos, Coaracy Nunes , de 78 anos, deixou o cargo em 9 de março e foi preso pela Polícia Federal no dia 6 de abril. Coaracy foi denunciado por atletas e ex-atletas, o que levou a Polícia Federal e o Ministério Público, em ação conjunta, a prendê-lo preventivamente. As investigações apuram o desvio de dinheiro repassado pela Lei Agnelo/Piva, que deveria ser usado na preparação de atletas. Teriam sido repassados cerca de R$ 40 milhões à CBDA.
A prisão de Coaracy e dos outros dirigentes teve grande repercussão junto à comunidade da natação brasileira. Crítica da gestão da CBDA, a nadadora Joanna Maranhão comemorou.
- Foi uma mistura de choque e alivio. Chorei um pouco, pois era algo que esperava há muito tempo. Me dá um alivio muito grande - disse.

