O atacante Álvaro Morata, capitão da seleção espanhola, revelou que superou uma fase difícil de saúde mental marcada por depressão e crises de pânico. Em documentário que estreia nesta terça-feira (17) na plataforma Movistar Plus, o jogador desabafa sobre os ataques que sofreu de torcedores, imprensa e nas redes sociais — inclusive com repercussões que afetaram sua família.
Morata declarou que chegou a pensar em forjar lesões para não entrar em campo e enfrentou pensamentos autodestrutivos. “Era como estar em uma sala escura, com todos me encarando. Minha mente dizia coisas horríveis o tempo todo”, afirmou.
Apesar da recuperação com apoio psicológico, o jogador do Galatasaray questiona se vale a pena continuar na seleção espanhola diante de tantos insultos e vaias. “Não sei se vale a pena seguir sendo insultado nos estádios com a camisa da Espanha”, disse.
Mesmo após conquistar a Eurocopa, Morata lamenta não ter visto uma mudança de postura por parte da torcida. Aos 32 anos, o atacante considera uma possível saída da seleção nacional, reforçando dúvidas já expressas após a derrota para Portugal na final da Nations League.



