Insatisfeitas com os métodos do treinador Jorge Vilda, 15 jogadoras espanholas renunciaram a possíveis convocações para defender a seleção do país.
Elas encaminharam um e-mail para a Real Federação Espanhola de Futebol onde relataram que a decisão é para manter a saúde mental de cada uma. Elas ainda citam insatisfação com os resultados em campo, os métodos adotados no treinamento, a gestão das contusões e o clima ruim no vestiário, conforme reportagem da Folha de S.Paulo.
O descontentamento já é conhecido desde o final de agosto, quando representantes de algumas das selecionáveis já haviam revelado a insatisfação com o treinador que tem contrato com a Espanha até 2024 e está no cargo desde 2015.
No último grande campeonato da seleção feminina espanhola, elas foram eliminadas nas quartas de final do Campeonato Europeu, após serem consideradas as favoritas.
A decisão das 15 atletas não foi bem aceita pela Federação Espanhola de Futebol.
"A federação não permitirá que jogadoras questionem a continuidade do técnico, já que essa tomada de decisão não é da competência delas. Esse tipo de manobra está longe de ser exemplar e é prejudicial aos valores do futebol”.
"De acordo com a legislação espanhola", continuou a RFEF, "o não comparecimento a uma convocação nacional é uma infração gravíssima e pode resultar em sanções de dois a cinco anos de afastamento. A RFEF não levará as coisas a esse extremo, mas só terá futebolistas comprometidas."
"Esse fato passou de uma questão esportiva para uma de dignidade. A seleção nacional não é negociável. É uma situação sem precedentes na história do futebol, na Espanha e no mundo", concluiu a federação.
Mesmo desfalcada, a Espanha vai encarar dois amistosos em outubro, contra Suécia e Estados Unidos. A seleção está se preparando para a Copa do Mundo de 2023.



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