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Goleada sofrida pela Costa Rica confirma a impressão de um time com padrão de jogo inferior

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SOCHI — É verdade que, nesta segunda-feira, os costarriquenhos tinham pela frente um time mais dotado do ponto de vista técnico, candidato a campanha de destaque na Copa do Mundo. Mas o fato é que têm sido decepcionantes as atuações recentes de um time que foi às quartas de final em 2014 e que tem mantido, a cada jogo, uma média de sete titulares daquele torneio. O que não significa dizer que jogos como o de ontem, quando sofreu uma goleada de 4 a 1 da Bélgica, em Bruxelas, não tenham pontos para a seleção brasileira observar em seu segundo adversário na Copa.

Estava lá a tal linha de cinco defensores que preocupa Tite: três zagueiros e dois alas, algo que a Costa Rica exibiu no Brasil em 2014 e retomou com a chegada do técnico Oscar Ramirez ao cargo. Mas o time já não é tão difícil de ser batido quando está posicionado para defender. E o pior, o contra-ataque já não flui com a naturalidade de quatro anos atrás, quando os centro-americanos causaram danos a Itália e Uruguai. Dos últimos sete amistosos, a Costa Rica perdeu cinco.

O 5-4-1 como desenho tático é o mesmo do Mundial do Brasil. Mas ontem, a linha de cinco defensores não foi capaz de evitar que a Bélgica, sempre que trocava passes rapidamente, encontrasse meios de infiltração. Outro detalhe importante: após sair na frente e sofrer a virada ainda no primeiro tempo, os costarriquenhos saíram de sua zona de conforto, tentaram se adiantar no campo e terminaram por se desmontar inteiramente.

Mas o que deve chamar a atenção do Brasil não é só o fato de ter que ultrapassar um bloqueio defensivo formado por uma linha de cinco jogadores, protegida por outra de quatro. O jogo da Costa Rica é orientado para as bolas longas, tentando, principalmente, os lados do campo e as costas dos laterais adversários. E os laterais brasileiros têm comportamento ofensivo. A Costa Rica busca em especial o lado direito, onde costuma se posicionar Bryan Ruiz, jogador do Sporting, de Portugal, e o mais técnico da seleção. Ao menos em teoria, ele exploraria um setor frágil na marcação do Brasil: as costas de Marcelo.

Porém, vale observar que Ruiz não é propriamente um velocista e costuma sair da ponta para buscar o centro do ataque. E abre espaço para o ala Gamboa. Assim surgiu o primeiro gol do jogo, embora tenha havido contribuição de uma rebatida errada do belga Vertonghen.

Mais um ponto em comum é que ontem Ruiz explorou o lado em que a Bélgica usava o ofensivo Carrasco como ala.

Outro problema da Costa Rica para sair de sua defesa ontem foi que Bolaños, o ponta pelo lado esquerdo, não teve boa atuação — ele se recupera de lesão. Na frente, Ureña, em tese o único atacante, também não deu opções para receber passes em velocidade. Joel Campbell, um dos destaques de 2014, ficou no banco em Bruxelas. Jogador do Arsenal, tem sido seguidamente emprestado, teve lesões e não vive momento tão bom.

Já a Bélgica teve neste segunda-feira sua atuação mais convincente, especialmente após sofrer o gol. Passou a recuperar a bola mais rapidamente e criar condições para Mertens e Hazard, jogando por trás de Lukaku, criarem jogadas de gol. O time cresce mesmo quando De Bruyne, que formou uma dupla de volantes com Witsel ontem, entra no jogo e inicia as jogadas. Lukaku marcou duas vezes; Mertens e Batshuayi fecharam o placar.

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