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França vence Uruguai nos pênaltis e é campeã mundial SB-20

 

©afp.com / Behrouz Mehri
Areola defendeu dois pênaltis

ISTAMBUL (AFP) - A seleção francesa sagrou-se campeã mundial Sub-20, pela primeira vez em sua história, ao derrotar neste sábado o Uruguai nos pênaltis após o empate sem gols no tempo normal e na prorrogação na final disputada em Istambul, na Turquia.

O herói da partida foi o goleiro Alphonse Areola, do Paris Saint-Germain, que salvou os 'Bleuets' várias vezes com a bola rolando e ainda defendeu as duas primeiras cobranças uruguaias na disputa de pênaltis.

O volante Paul Pogba, da Juventus, foi eleito melhor jogador do torneio, ganhando a 'Bola de Ouro'. Já a 'Chuteira de Ouro', que recompensa o artilheiro da competição, foi para o ganês Assufuah, autor de seis gols, o último na vitória por 3 a 0 diante do Iraque que garantiu o terceiro lugar à sua equipe mais cedo no sábado.

Jogadores da França comemoram o título

A França, que disputava sua primeira final de Mundial Sub-20, conquistou o único título que ainda lhe faltava no futebol masculino (já foi campeã da Copa do Mundo, da Eurocopa, dos Jogos Olímpicos, da Copa das Confederações, do Mundial Sub-17 e da Eurocopa Sub-21 e Sub-19).

Esta conquista coroa a 'geração 93', uma das mais promissoras do futebol do país desde a de 1997 (que contava com Henry, Trézéguet e Sagnol).

Além de Pogba, os 'Bleuets' contam com vários jogadores que já se firmaram como titulares nos seus clubes, como Geoffrey Kondogbia, do Sevilla, ou Florian Thauvin e Lucas Digne, do Lille.

O torneio foi marcado pelas ausências das duas seleções mais vitoriosas, a da Argentina, recordista de títulos (6) e a do Brasil (5), que deram vexame sendo eliminadas logo na primeira fase do Sul-Americano.

A final foi morna, com poucas chances de gol e um grande combate físico entre as duas equipes. Fiel ao estilo de jogo da seleção principal, a 'Celeste' marcou muito forte, deixando pouco espaço aos habilidosos atacantes franceses.

Os 'Bleuets' tiveram mais posse de bola, mas pouco ameaçaram o gol adversário, enquanto os uruguaios levaram perigo várias vezes com o atacante Nicolás López, um dos jogadores mais badalados do torneio, cobiçado por vários grandes clubes europeus.

Thauvin, que foi decisivo nas semifinais ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre Gana, tentou chamar a responsabilidade para si com jogadas individuais, mas esbarrou na boa marcação uruguaia.

Quem acabou fazendo a diferença foi Areola. O goleiro realizou uma defesa espetacular aos 35 do segundo tempo em chute à queima-roupa de Avenatti e depois foi impecável na disputa de pênaltis para deter as cobranças de Velázquez e de Arrascaeta, garantindo o título inédito aos 'Bleuets'.

 

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