Relatos de jogadores de base do Flamengo que sobreviveram ao incêndio no Centro de Treinamento George Helal, mais conhecido como Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio, contaram que minutos antes de o fogo começar houve uma explosão no ar condicionado, uma espécie de curto circuito. Também segundo esses relatos, o fogo teria se alastrado muito rapidamente.
A Polícia Civil já está no local, mas não informou oficialmente a causa do incêndio. Os bombeiros informaram que vão aguardar a perícia para se pronunciar. Quatro corpos já foram retirados do local.
Pelo menos dez pessoas morreram no incêndio e três ficaram feridas. Elas estavam no alojamento dos times de base do Flamengo, uma estrutura provisória, feita de contêineres. O fogo começou por volta das 5h da manhã. Os nomes de todos os mortos ainda não foram divulgados. O secretário estadual de Esportes, Felipe Bornier, e o vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Bomfim de Castro e Silva, estão no CT e confirmaram que o governo estadual decretou luto oficial de três dias. O vice-governador também informou que entre os mortos há funcionários do Flamengo.
Diversos clubes brasileiros já se manifestaram sobre o ocorrido, prestando solidariedade aos atletas e seus familiares. Eram garotos de 14 a 17 anos. Jogadores como Vinicius Junior e Lucas Paquetá, ambos ex-Flamengo, também demonstraram preocupação com o fato. Assim como Felipe Vizeu, atacante que também foi da base.
Após o treino de hoje e antes da entrevista coletiva, o atacante Felipe Vizeu se pronunciou a respeito da tragédia ocorrida nesta madrugada, no Ninho do Urubu. #ForçaFlamengo pic.twitter.com/ydPUTUYwY7
— Grêmio FBPA (@Gremio) 8 de fevereiro de 2019

