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Flamengo terá que pagar, no mínimo, R$ 600 mil por danos

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O Flamengo vai desembolsar, no mínimo, R$600 mil para arcar com os reparos que o Maracanã precisou depois do quebradeira da final da Copa Sul-Americana, na quarta-feira, dia 13. O valor total pode chegar a R$800 mil. A conta foi feita pelo GLOBO em cima da lista preliminar feia pela concessionaria. Como o clube, no dia seguinte, já arcou com alguns pequenos reparos a Odebrecht ainda está fechando o valor exato que precisa receber.

A lista de reparos, até agora, já é grande: mais de 100 cadeiras quebradas — a média normal por jogo é de 25 —; catracas de acesso arrancadas; corrimãos de aço galvanizado danificados; guarda-corpo de vidro da arquibancada norte; guarda-corpo das escadas; porta rolante do bar do 3º andar da norte —o bar foi invadido no final de jogo e saqueado—; mais de 10 bebedouros danificados; luminárias do teto arrancadas; um carrinho de pipoca quebrado; forros do teto dos banheiros arrancado; balcão de venda de cerveja danificado; conteiners de lixo destruídos; extintores de incêndio e placas de sinalização destruídos.

A Maracanã S.A (Odebrecht e AEG) ainda avalia se a cobertura do Maracanã foi danificada pelo morteiro que atingiu a membrana do estádio.

O Flamengo já pagou alguns reparos emergências para que não se tivesse uma bi tributação dos serviços terceirizados.

O portão de carga da entrada E, que foi derrubado pelo invasores foi recolocado pelo clube no dia seguinte, horas depois da partida. O portão em forma de grade têm histórico de arrombamentos. Ele faz parte de uma grade mais “fina” que cerca todo o perímetro do Complexo Maracanã e precisa de uma força menor para abrir do que os portões de ferro históricos.

Esse portão, que fica ao lado da entrada norte, onde costumam ser os setores mais baratos, é um ponto tão delicado que a concessionária já tem até um novo, nas medidas corretas, de reserva. Assim, como se trata de uma questão de segurança, ele pode ser reposto horas depois da partida.

Toda essa grade foi instalada e trocada na última reforma do Maracanã, em 2013, que custou R$ 1,26 bilhão. E, mesmo sendo, um dos estádio mais moderno do mundo, no jogo da final, algumas fragilidades foram expostas. Por isso, o Ministério Público não descarta uma vistoria mais detalhada do estádio.

— Sabemos que o que aconteceu foi um evento esporádico, com uma concentração muito grande de pessoas. Mas é possível que façamos uma análise e perícia no estádio. Só que o problema não foi o estádio, o Maracanã está acima da média— disse Eduardo Gussem, procurador- geral da Justiça.

O Flamengo foi procurado para comentar as dívidas, mas não quis se manifestar.

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