No topo das prioridades está a questão dos ingressos. Principal foco de críticas dos torcedores antes do início da competição, a Fifa e o COL reconhecem que planejaram mal o esquema de retirada dos bilhetes. "Vamos melhorar. Teremos mais centros de 'ticketing'. Não estamos dormindo", garantiu Trade. "Não temos nenhum problema em admitir nossas falhas".
Valcke garantiu que os ingressos para a Copa do Mundo serão os mais acessíveis da história. Sem antecipar valores, o dirigente destacou que "em 70% dos jogos, o preço será realmente barato". A Fifa vai apresentar detalhes sobre a venda no próximo dia 19 e deve anunciar os preços das categorias. Em agosto, o torcedor poderá comprar o ingresso, ainda sem conhecer a tabela do Mundial.
Outro ponto que ainda causa muita preocupação para a Copa do Mundo é o sistema de telecomunicações. Durante a Copa das Confederações, houve instabilidade e falhas nas redes de telefones móveis e internet. Com um número muito maior de seleções e jornalistas no ano que vem, o cenário pode ser terrível.
Para isso, será fundamental entregar os estádios no prazo de dezembro deste ano, como estipulado pela Fifa. Um dos problemas alegados pelo governo foi o pouco tempo que as equipes técnicas tiveram para instalar o equipamento nas arenas. "Com os estádios entregues no prazo, teremos uma antecedência melhor. A área de tecnologia vai melhorar", garantiu o diretor do COL.
"Tem muita coisa a ser melhorada. Testamos o 4G, que teve problemas, e ela nem foi muito exigida porque ainda temos poucos celulares compatíveis com essa tecnologia", admitiu o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes.
Os problemas enfrentados no Recife também foram abordados, como a dificuldade da seleção do Uruguai em acessar os campos de treinamento e do torcedor de chegar e sair da Arena Pernambuco.

