O ambiente no vestiário do Paris Saint-Germain está longe de ser tranquilo após a chegada de Neymar, segundo reportagem do jornal “El País”. De acordo com o veículo espanhol, a contratação de Neymar por 222 milhões de euros fez com que a diretoria do PSG tentasse vender jogadores com bagagem no clube francês, como Di María, Cavani e Matuidi — este último negociado com a Juventus-ITA —, para não correr riscos com o fair-play financeiro. O posicionamento dos dirigentes desagradou líderes do elenco, e a postura do próprio Neymar causou divisão até entre os brasileiros do PSG, segundo o jornal.
A reportagem do “El País” conta que o zagueiro Marquinhos e o atacante Lucas Moura, companheiros de longa data de Neymar na seleção brasileira, se incomodaram com “atribuições excessivas” assumidas por Neymar. O ápice foi a discussão do camisa 10 com Cavani pela cobrança de um pênalti na partida contra o Lyon, há duas semanas. Segundo o jornal espanhol, colegas de clube acreditam que Neymar age “com a presunção de um (vencedor da) Bola de Ouro, como se estivesse há vários anos ganhando títulos pelo PSG”.
Daniel Alves, recém-chegado ao PSG e amigo pessoal de Neymar, teria se mantido ao lado do craque. Já o papel de “bombeiro” coube a Thiago Silva, capitão da equipe francesa. Neste fim de semana, em tom de brincadeira, o zagueiro chegou a dizer que assumiria o papel de cobrador de pênaltis, em tentativa de encerrar a polêmica entre Neymar e Cavani.
Neymar teria pedido desculpas diante de todo o elenco na última quinta-feira, quatro dias após a discussão com Cavani, segundo o jornal francês “L’Équipe”. No entanto, segundo a reportagem do “El País”, o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, chegou a oferecer um bônus de 1 milhão de euros (R$ 3,7 milhões) ao uruguaio para que abdicasse das cobranças de pênalti em prol do brasileiro — oferta recusada pelo atacante uruguaio.
Antes do pedido de desculpas de Neymar aos colegas de vestiário, Daniel Alves tentou apaziguar os ânimos convidando todo o elenco para um jantar na noite de quarta-feira, em um restaurante chique de Paris. Segundo o “El País”, o clima do encontro “foi tão animado quanto um velório”.

