Divulgado na segunda-feira pelo jornal O Estado de S.Paulo , o primeiro estudo do Ministério da Fazenda sobre os efeitos da política aponta que a desoneração da folha de pagamentos para os três setores que inauguraram a medida (couro e calçados, confecção e TI), em dezembro de 2011, gerou um potencial de 21,3 mil vagas formais a serem criadas nesses setores. Até julho deste ano, esses mesmos segmentos representaram uma renúncia fiscal da ordem de R$ 3 bilhões.
"Isso quer dizer que cada emprego potencial nesses três segmentos terá custado R$ 140,8 mil aos cofres públicos, ou R$ 7 mil por mês, desde que ela começou", afirmou José Roberto Afonso, especialista em contas públicas da FGV-Rio. "Considero um valor muito alto, mas a falta de informações mais precisas complica uma análise melhor", disse o economista.
Em estudo recente, Afonso e o economista Gabriel Leal, da FGV-Rio, usaram dados da Receita Federal e estimaram que a renúncia fiscal será muito maior do que a estipulada pelo Ministério da Fazenda. De acordo com os economistas, a renúncia em 2014 será de R$ 27 bilhões, num cenário otimista, a R$ 34,8 bilhões, num quadro pessimista.
O economista Geraldo Biasoto, professor da Unicamp, afirmou que a medida, considerada uma das principais do governo Dilma Rousseff, foi feita da forma errada, ao criar uma nova contribuição sobre o faturamento das empresas, e não substituir a tributação para financiar a Previdência Social da folha do pagamento para o valor agregado pela indústria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


