Três juízas italianas julgam nesta quinta-feira (10), a acusação de estupro que pessoa contra o jogador Robinho e o amigo dele Ricardo Falco. Ambos são acusados de participar do estupro coletivo de uma albanesa em 2013 dentro de uma boate em Milão.
Os réus foram condenados em primeira instância e tentam reverter ou diminuir a pena. A defesa do atleta alegou durante a audiência na manhã de hoje, que o sexo entre a vítima e ele teria sido consensual e apresentou uma espécie de dossiê com fotos da vítima.
Ao mostrar as imagens, o advogado tentou provar que a mulher tinha histórico de farra e consumo de bebidas e alegou que ela não estaria incapacitada no momento do ocorrido. Ele também sustenta a tese de que Robinho teria “apenas feito sexo oral com ela”, o que na visão deles não configura relação sexual de fato.
Durante a audiência os advogados de defesa apresentaram ainda levantamentos que contestavam o exame toxicológico da jovem e a tradução das escutas telefônicas anexadas ao processo. Eles também apresentaram fotos na tentativa de provar que o Robinho estava em outro lugar com os amigos no momento em que o abuso ocorreu.
A defesa da albanesa também foi ouvida e pediu que fosse mantida a sentença inicial. Eles relembraram o conteúdo das conversas entre Robinho e aos amigos à respeito do crime e classificaram os fatos como “indiscutíveis”. Após ouvir as duas partes, as juízas decretaram recesso e devem voltar dentro de algumas horas com a decisão a respeito da situação de Robinho e Falco. Elas podem manter a sentença e negar o pedido de revisão da defesa ou ainda aceitar o mesmo, nesse caso uma nova sessão seria marcada para que os advogados aprofundem seus argumentos.
Se a sentença for mantida, os envolvidos podem recorrer mais uma vez, só então a pena passa a ser executada. A albanesa aguarda o resultado no tribunal, ao contrário de Robinho que não compareceu nem na primeira e nem na segunda instâncias.

