A novidade foi divulgada na edição desta sexta-feira do Granma jornal oficial do Partido Comunista de Cuba e, por isso, órgão oficial de imprensa. A comunidade internacional entendeu a decisão do presidente Raul Castro como uma medida para acabar com a série de deserções principalmente em modalidades onde Cuba é forte, como o beisebol e o boxe. Segundo o Granma, os atletas cubanos terão que pagar impostos sobre o que ganharem competindo profissionalmente fora do país.
Essa é a primeira vez que a ilha caribenha permite o profissionalismo no esporte em mais de uma década. Em 1961, dois anos depois de Fidel Castro assumir o poder por lá, o profissionalismo passou a ser proibido. Desde então, os atletas são empregados do estado, recebendo salários equivalente ao de outros trabalhadores.
A decisão anunciada nesta sexta entra no pacote de medidas de abertura econômica tomadas pelo irmão e sucessor de Fidel, Raul Castro, que assumiu o poder em 2006, quando o quadro de saúde de Fidel se complicou.
No começo do ano, Cuba já havia criado uma liga profissional de boxe, tentando manter a enormidade de talentos que produz no país. Nela, os boxeadores competem para receber entre mil e 3 mil dólares por mês, quantia irrisória perto do boxe profissional dos EUA.

