Quando o árbitro iraniano Alireza Faghani encerrou a partida França 4 x 3 Argentina, pelas oitavas de final do Mundial da Rússia, o mundo do futebol se perguntou o que seria de Messi dali em diante. Menos de 100 dias depois, as principais publicações esportivas do planeta rasgaram elogios ao meia, chamado de gênio e maestro após liderar a vitória do Barcelona por 4 a 2 (com dois gols seus) sobre o Tottenham, em Wembley. Ou seja, nada novo no front. No pós-Copa, o craque mostra que segue o mesmo de sempre e já caminha para mais uma temporada de recordes.
É bem verdade que o argentino decepcionou no Mundial. Em quatro partidas, marcou um gol e deu assistências. Pouco para quem já foi o melhor do mundo por cinco vezes. Mas, em apenas dez jogos, ele já assumiu o protagonismo das Ligas espanhola e dos campeões da Europa. O meia balançou as redes dez vezes, o que dá uma média de um gol por jogo. De quebra, foram quatro assistências.
No Espanhol, Messi pisou no acelerador. Após seis rodadas, balançou as redes cinco vezes e deu quatro passes para gol. Já tem um terço do total de assistências da edição passada.
Na Liga dos Campeões, a velocidade é ainda maior. Messi marcou cinco e está a apenas um gol de atingir os seis feitos por ele na edição passada. E olha que o Barcelona só disputou duas partidas até agora. O camisa 10 tem média de seis finalizações por partida no torneio europeu, contra 4,4 em 2017/18. Após a atuação em Wembley, até ídolos ingleses se renderam a ele. “Um privilégio estar em Wembley para ver este gênio atuar”, escreveu o ex-atacante Gary Lineker, campeão tanto por Barcelona quanto pelo Tottenham.
Assim como nos nove anos anteriores, o argentino já atingiu a marca de 40 gols com as camisas de Barcelona e da seleção. A média é de 1,1 por partida em 2018. E ainda há mais 14 compromissos pela frente. A Copa da Rússia já se mostrou apenas um ponto fora da curva.

