As campeãs olímpicas Thaisa, Dani Lins, Fabiana, Fernanda Garay, Jaqueline, Natalia, Sheila e Tandara e Gabi, do Rexona - Sesc, todas atletas de alto rendimento e com pontuaçao máxima (7 pontos), resolveram escrever uma carta pública criticando o atual sistema de ranking utilizado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para a temporada 2017/2018 da Superliga Feminina. Pelo ranking, cada time só pode ter duas jogadoras com pontuação máxima em seu elenco, as demais podem ter pontuações variadas, contanto que respeitem o limite de 43 pontos gerais por equipe.
Segundo o site O Globo, a CBV alega que essa medida tem o objetivo de equilibrar os jogos e não o de prejudicar as jogadoras, mas a medida foi entendida assim por elas, acompanhe um trecho da justificativa das atletas:
"(...) A situação ficará ainda pior na temporada 2017/2018, pois tomamos conhecimento que o novo formato do ranking pontuará apenas nove atletas, as mesmas nove que são pontuadas com sete pontos (pontuação máxima) na temporada atual. Apenas nós estaremos sujeitas às restrições. Nós não poderemos ser contratadas livremente pelas equipes, pois cada time poderá ter apenas duas das nove, ao contrário das demais atletas que serão livremente escolhidas, o que configura clara discriminação e desrespeito.
Se assim as coisas permanecerem, nós seremos prejudicadas sob o frágil e teórico argumento de “equilíbrio do campeonato”. Nós, que defendemos a Seleção Brasileira, que nos destacamos, agora seremos punidas por isso. Não é razoável. Aliás, não há lógica nisso. Queremos ser tratadas de forma igual, sob pena de nos socorrermos ao Poder Judiciário, tendo em vista a clara e manifesta afronta a princípios constitucionais".
De acordo com Thaisa, que defende atualmente no Eczacibasi Vitra, da Turquia, o sistema é injusto e incoerente e desmotiva as atetas:
"Do que adianta ser jogadora de seleção, ser top de linha no seu país, se isso só te causa desvantagem e só te atrapalha?" desabafa.

