No Mundial por Equipes, são disputadas cinco categorias, na ordem: leve, meio-médio, médio, meio-pesado e pesado. Diferente do individual, não participam a categoria meio-leve (até 48kg para mulheres e até 60kg para homens) e o peso pesado é reduzido para mais de 70kg no feminino e mais de 90kg no masculino. São cinco lutas e cada uma delas vale um ponto.
Na primeira luta do confronto, Erika Miranda, medalhista de prata na categoria até 52kg, enfrentou Da Sol Park, eliminada logo na estreia da chave individual. A brasileira foi amplamente superior, mas sofreu um wazari no último segundo, quando vencia o confronto pelo número de punições.
Pressionada, Rafaela Silva mostrou toda sua raça, foi agressiva, e acabou vencendo Jan-Di Kim por um wazari. Na categoria até 63kg, mais deficiente do judô feminino, Mariana Silva, que não participou das disputas individuais (o Brasil teve Katherine Campos), foi escalada. A reserva não fazia boa luta contra Da-Woon Joung, recebeu uma punição, precisou se abrir e levou um wazari que acabou sendo decisivo para a definição da vitória coreana.
Com 2 a 1 para as coreanas, Maria Portela entrou com a obrigação de vencer a medalhista de bronze da categoria até 70kg Seongyeon Kim. Em mais um confronto equilibrado, as duas atletas tinham uma punição cada ao fim de cinco minutos. No golden score, falso ataque da rival, punido com shidô, rendeu a vitória para Portela.
No meio desta luta parte da iluminação do Maracanãzinho foi desligada. A rede elétrica não caiu e os refletores virados para as arquibancadas também seguiram acessos. Mas as luzes que iluminavam os tatames foram apagados.
Por isso, assim que acabaram as lutas que aconteciam nos três tatames o Mundial foi paralisado por cerca de 10 minutos. Quando retornou, Mayra Aguiar, que luta na categoria até 78kg, tinha pela frente a peso pesado Jung Eun Lee, medalhista de bronze no individual. Apesar da visível diferença de peso, falou mais alto a técnica de Mayra, também uma atleta forte, que venceu graças a duas punições da rival.

