Em carta endereçada a Samir Zaher, presidente da Associação Egípcia de Futebol, Blatter voltou a lamentar o incidente, classificando a quarta-feira como um "dia negro", como já havia feito anteriormente, na história do futebol. "Compreendo perfeitamente o choque e a ira do país por um desastre desse ter acontecido", escreveu Blatter.
"Hoje é um dia negro para o futebol e temos de tomar medidas para assegurar que tal catástrofe nunca mais aconteça. O futebol é uma força para o bem, e não devemos
permitir que ele seja maltratado por aqueles que queiram o mal. Como discutido ao telefone, esta manhã, aguardo mais notícias de você sobre as circunstâncias dessa tragédia".
Egípcios acusam a polícia de não ter agido para interromper a confusão em Port Said. A briga começou quando torcedores do Al Masry invadiram o campo após uma surpreendente vitória por 3 a 1 sobre o Al Ahly. Os torcedores do Al Masry, armados com facas, paus e pedras, perseguiram jogadores e torcedores da equipe rival, que correram no sentido das saídas e até das arquibancadas para escapar, segundo testemunhas.
"Como sempre, a Fifa está do seu lado neste momento difícil e está pronta para fornecer qualquer tipo de apoio que pode ser necessário", escreveu Blatter à associação egípcia.
O ministério do Interior do Egito disse que 74 pessoas morreram, incluindo um policial, e 248 ficaram feridas, sendo 14 delas policiais. "Meus pensamentos estão com as famílias de todos aqueles que perderam suas vidas", disse Blatter.


