Enquanto aguardam a audiência do caso Gustavo Scarpa, no Tribunal de Justiça Trabalhista do Rio, marcada para o dia 16, Fluminense e Palmeiras mantém diálogo em busca de uma solução em forma de acordo. A informação vem do próprio diretor esportivo de futebol tricolor, Paulo Autuori. Em entrevista coletiva no CT do clube, ele praticamente descartou a possibilidade de o meia, que teve o contrato reativado com o clube das Laranjeiras, voltar a vestir a camisa que o tornou conhecido no mundo do futebol.
— Uma coisa é ele estar vinculado ao Fluminense de novo. Outra é o posicionamento do jogador e de seu representante. Eles acham que vão ganhar, é um direito deles de achar. E, em função disso, não querem qualquer tipo de aproximação. Embora haja interesse das intituições Palmeiras e Fluminense em fazer um acordo em que todos possam sair minimamente felizes. Porque feridos todos já estão — disse Autuori.
A negociação entre os dois clubes teve início assim que Scarpa buscou a rescisão unilateral na Justiça. Para se precaver de uma eventual punição, o clube paulista se mostrou disposto a costurar um acordo no qual repassaria jogadores. Os alvos do tricolor são o meia Hyoran e o atacante Roger Guedes. Segundo Autuori, a conversa atual segue pelo mesmo caminho.
— Estas converas existem desde que entrei aqui. Não foram alteradas em absolutamente nada. Inclusive em relação aos alvos de interesse do Fluminense. Só que as coisas paralisaram, todos sabem o motivo. Mas tem que haver interesse das três partes. Só que isso é de presidente para presidente. Eu não posso definir nada. Seria leviano da minha parte — afirmou Autuori, que chegou ao Fluminense em dezembro e nunca chegou a conversar pessoalmente com Scarpa:
— Não tenho porque conversar. Embora possa conversar num café, com o maior prazer. Olhar olho no olho e conversar, como faria com quem quer que seja.
Scarpa entrou com a ação na Justiça Trabalhista em dezembro do ano passado. Além de pedir a rescisão, ele cobra R$ 9,3 milhões do tricolor por conta dos atrasos nos pagamentos de salários, direitos de imagem, férias e 13º. O Fluminense atrasou seis meses de depósito de FGTS. O clube chegou a quitar boa parte do que devia ao jogador. Mas após o dia 22 de dezembro, quando ele já havia entrado com a ação na Justiça.
Depois de obter uma liminar que o liberou de seu compromisso com o Fluminense, ele acertou um contrato de cinco anos com o Palmeiras. Com a queda deste documento, seu vínculo com o tricolor foi reativado e ele, proibido de voltar a jogar pelo novo clube. Até então, ele atuara em oito partidas, nas quais marcou dois gols.

