A ex-presidente do Flamengo, Patrícia Amorim resolveu quebrar o silêncio e falou sobre sua saída polêmica da gestão do clube em 2012. Em entrevista ao site Extra, Patrícia que agora é subsecretária municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro, desabafou sobre as acusações de corrupção que sofreu na época e revela ter entrado em depressão após sua saída do Rubro-negro.
Visivelmente mais magra e com semblante abatido, a ex-mandatária se defende e diz que seus erros foram: ter escolhido mal as pessoas que iriam lhe auxiliar na gestão e não ter mandado embora o jogador Ronaldinho Gaúcho.
Segundo Patrícia, o craque se aproveitou de uma falha dela para deixar o Flamengo no momento em que o clube mais precisava dele:
Deixei o flamengo com 80 milhões em caixa. Mas admito... A gente, de boa fé, pagou ao Ronaldinho a parte de imagem que era de responsabilidade da Traffic. A gente pagou cinco meses, um total de R$ 3,75 milhões, que a Traffic não estava conseguindo pagar. Por isso, atrasamos o pagamento dele, que era bem abaixo do que essa parte da Traffic. E, por causa disso, ele conseguiu um parecer trabalhista e foi jogar no Atlético (Mineiro)”.
A subsecretária afirma que o craque fechou a porta com o time quando resolveu entrar na justiça contra ele. Amorim garante que não quer contato algum com Ronaldinho e enfatiza: “Não. Nem quero vê-lo”.





