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Após garantir vaga na Copa, Tite abre nova etapa de trabalho na seleção

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SÃO PAULO — Enquanto foi possível, Tite evitou falar sobre planos até a Copa do Mundo. No entanto, uma vez encerrado o jogo que decretou a classificação matemática do Brasil para o Mundial da Rússia, a vitória do Peru sobre o Uruguai, não foi possível evitar. Cumprido o plano de emergência de resgatar um time que, até setembro passado era sexto colocado nas eliminatórias, começa uma nova etapa no trabalho do treinador à frente da seleção.

Haverá testes e jogadores que têm tido poucas chances verão portas se abrirem. A começar pela próxima reunião da seleção brasileira, em junho, para os amistosos contra Argentina e Austrália. Pelo histórico de Tite, não é de se esperar que uma grande revolução aconteça. Mas o treinador anunciou a intenção de fazer experiências.

— No momento em você classifica, abrem-se novas perspectivas. Virão dois jogos em que, tal qual aconteceu contra a Colômbia (amistoso disputado em janeiro), você pode dar oportunidade a uma série de jogadores — avisou Tite.

Em junho, a temporada europeia estará terminando, o que também pode pesar para a comissão técnica evitar uma sobrecarga nos jogadores que ficaram mais minutos em campo com a seleção até aqui. Tite defende, no entanto, que o time mantenha um compromisso com o rendimento e com a busca por resultados.

— A responsabilidade não muda. Não concordo com alguns clichês. Por exemplo, o que diz que é mais difícil se manter no topo do que chegar lá. A dificuldade é igual. Se tiver que reprimir alguma coisa que aconteça de errado, vou fazer - disse Tite, antes de usar uma expressão curiosa para dizer que passo espera ver a seleção dar em sua evolução. — Falta jogar sem pensar.

Ele se referia à tentativa de ver o time automatizar mais os movimentos, o que vem com a convivência entre os jogadores e o treinamento. Mas pretende atacar outros pontos, também.

— É natural que este time crie. É, por natureza, móvel e agressivo. Mas é bom perceber que é difícil fazer gol nesta equipe, o adversário respeita. É importante manter a competição entre os atletas em cada setor, ajustar a bola parada, porque temos pouco tempo de treinar. O time não está pronto. É preciso consolidar

Curiosa mesmo foi a resposta do treinador após ouvir várias perguntas sobre os riscos do excesso de euforia em torno dos resultados. Questionado se via riscos no fato de a seleção ter atingido um grande momento a quase 15 meses da Copa, reagiu:

— Se está jogando bem, crescendo, então... Sem medo de ser feliz — disparou.

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