RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A crise econômica por conta da pandemia do novo Coronavírus já faz estragos no Flamengo. Após citar em documentos que os "impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações", o Rubro-negro já toma medidas drásticas antes mesmo da metade do período citado. Após o final das férias coletivas, o clube iniciou uma série de 62 demissões em seus quadros. O processo de corte de funcionário começou ainda na noite de quarta-feira (29) e deve se prolongar até esta sexta (1), quando terá fim a folga coletiva, que aconteceu em consequência da paralisação das atividades. Outras medidas podem ser colocadas em prática em breve, como redução dos vencimentos de parte dos funcionários. Apesar de vista como extrema, há o entendimento que a ação é parte necessária para o clube atravessar esse momento de pandemia. Em balanço financeiro publicado no dia 26 de março, porém, a diretoria garantiu que "a Administração do CRF fez um teste de stress usando as informações disponíveis e projetando um cenário de interrupção de jogos por até 3 meses. A conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações". Os jogos e treinos foram paralisados no último dia 16 e, desde então, entidades discutem a melhor forma para retornar às atividades garantindo a segurança dos funcionários dos clubes e atletas. As férias do elenco dos clubes cariocas estão, inicialmente, marcadas até o dia 20 deste mês. O Flamengo chegou a fazer pressão para um retorno mais rápido do calendário, mas não conseguiu ir à frente e também prorrogou a folga.
