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Anac proibiu avião boliviano de entrar no Brasil para buscar delegação da Chapecoense

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SÃO PAULO - A Chapecoense havia planejado ir num voo fretado para Medelin, mas a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não permitiu. Segundo o órgão, foi realizada uma solicitação para levar a delegação, mas a autorização foi negada. A Anac deve divulgar uma nota ainda na manhã desta terça-feira. Impossibilitados de fretar o avião, o time catarinense e um grupo de jornalistas embarcaram no aeroporto de Guarulhos nesta segunda-feira, em um voo comercial, para a Bolívia. De Santa Cruz de La Sierra, entraram no avião da Lamia, que caiu na madrugada desta terça-feira. Segundo a agência de notícias Reuters, são 76 mortos e cinco sobreviventes.

- Este avião não pode entrar no Brasil em razão de não existir acordo com a Anac. As pessoas que fizeram locação se responsabilizaram em levar o nosso grupo para Santa Cruz de la Sierra. E lá, então, eles tomaram esse voo fretado para Medelin - declarou o presidente do Conselho do clube, Plínio David De Nes.

Segundo a concessionária GRU Airport, a delegação decolou de Guarulhos às 16h22m desta segunda-feira, no voo 739, da companhia aérea BoA (Boliviana de Aviación), para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Lá, o time e um grupo de jornalistas - totalizando 72 passageiros - embarcaram no avião fretado.

Esta não foi a primeira vez que o avião boliviano foi impedido de pousar no Brasil. Em outubro, a mesma medida foi tomada quando o time viajou à Colômbia para enfrentar o Junior Barranquilla.

Alguns atletas da Chapecoense não viajaram com a equipe nesta segunda-feira, como os jogadores Neném, Demerson, Marcelo Boeck, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima.

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