O argentino Jorge Delhon, de 52 anos, supostamente envolvido em esquema de corrupção e que se matou após acusação de Alejandro Burzaco, executivo envolvido em casos de propinas envolvendo o futebol sul-americano, era advogado. Ele se jogou sob um trem em movimento, de número 3251, que ia em direção a Ezeiza, onde fica o Aeroporto Internacional de Buenos Aires, em Lanús, a cidade onde ele morava. Ele tinha quatro filhos. As informações são da Agência Efe
Ele foi acusado por Burzaco de, juntamente com Julio Grondona (ex-presidente da AFA) e Pablo Paladino (Coordenador de Futebol), receber propinas, assim como outros altos executivos de Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Delhon trabalhou na Chefia de Gabinete do governo de Cristina Kirchner de 2012 a 2015 e era um dos dirigentes do “Fútbol para Todos”, programa criado pelo governo argentino que garantiu a transmissão das partidas dos clubes argentinos da Primeira Divisão, finais da Libertadores e Sul-Americana e da Série B do país. Era amigo de Pablo Paladino, coordenador geral do “Fútbol para Todos”. Antes foi vice-presidente da ETOSS, a entidade reguladora de água.
E, segundo Burzaco, ao lado de Paladino, ele cobrou propinas de até 4 milhões de dólares entre 2011 e 2014.
Segundo o jornal “Clarín”, Delhon também era amigo de Carlos Rivera, dono de uma empresa financeira chamada Alhec, que descontava os cheques dados pela AFA aos clubes. De acordo com o jornal, as operações normalmente eram feitas em troca de altas comissões.
Delhon, que também foi vice-presidente da Entidade Reguladora da Água e depois no Ministério da Justiça, era encarregado do Registro Nacional de Infratores e Lei do Esporte.
foi citado em um depoimento que envolveu vários nomes de dirigentes e grupos de mídia.
O delator Alejandro Burzaco, ex-executivo da empresa Torneos y Competencias, disse que pagou a altos executivos da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) - entre eles dois ex-presidentes da CBF (José Maria Marin e Ricardo Teixeira) e o atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

