
Manaus/AM - No dia 13 de março de 1964, João Goulart foi ao comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, onde discursou para um público de mais ou menos 150 mil pessoas. Naquele dia inobliterável, ratificou e radicalizou o seu compromisso de por em prática a tão esperada reforma agrária, além de falar a respeito da necessidade de uma reforma urbana, levando uma grande parcela de proprietários de imóveis residenciais nas cidades ao desespero. Prometeu modificar os impostos.
Com isso, a classe média, a nata das Forças Armadas, uniram-se para conspirarem. Aos poucos o golpe foi ganhando força, principalmente dentro da Escola Superior de Guerra (ESG), que tinha como chefe do estado-maior do exército, o general Castelo Branco. O apoio do governo norte-americano era visível, pois, enviou ao Brasil, o coronel Vernon Walters, um antigo oficial de grande ligação com à Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália, assim, facilitaria os contatos com os golpistas nas Forças Armadas.
Em resposta ao comício da Central do Brasil, quase quinhentas mil pessoas em São Paulo, participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Uma clara demonstração de que havia uma base sólida que apoiava um possível golpe. A revolta dos marinheiros no Rio de Janeiro, serviu como protesto para deflagração do golpe, pois, a questão disciplinar das Forças Armadas encontrava-se em jogo.
Na noite do dia 31 de março, o general Olympio de Mourão Filho, sublevou a guarnição de Juiz de Fora dando início a marcha com destino ao Rio de Janeiro, justamente onde estava João Goulart e um grupo forte de militares fiéis ao governo. Mas no dia 1º de abril, começou o golpe. Em 48 horas as unidades militares aderiram ao golpe. Governadores dos principais estados apoiaram. Ademar de Barros, em São Paulo, Carlos Lacerda, no Rio de Janeiro, Magalhães Pinto, em Minas Gerais.
O presidente João Goulart viajou para Brasília, onde, de lá, foi para o Rio Grande Sul, onde seu cunhado Leonel Brizola estava organizando um grupo de resistência. A Central Geral dos Trabalhadores (CGT), havia marcado uma greve geral para o dia 30, mas não obteve êxito. Os líderes sindicais estavam detidos, para criar dificuldades a qualquer movimento favorável a Jango. O governo de João Goulart chegava ao seu final, e com ele o velho populismo. Essa verdadeira história está sendo contado em um artigo, para que saibamos que o populismo não proliferou e nem deve proliferar nos dias atuais.
Espaço Crítico
Possui graduação em Administração pela Escola Superior Batista do Amazonas(1982) e especialização em Intensivo de Pós Graduação Em Adm. Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública(1993). Atualmente é PROFESSOR da Escola Superior Batista do Amazonas e professor titular da Faculdade Nilton Lins. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Empresas.
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