Banda Platinados comemora 15 anos na Arte & Fato

Por Portal do Holanda

05/11/2014 15h42 — em Famosos & TV

Quando a Platinados subir ao palco da Estação Cultural Arte & Fato, neste sábado, 8, às 22h, para comemorar os quinze anos de lançamento do primeiro EP da banda – a fita “Acudecavalo” – será a mesma noite caindo sobre as nossas cabeças quentes de outrora, no Eco‘s, no MacIntosh ou no War Zone; sobre os corpos sacanas e jovens e sem medo de serem usados, enganados, tomados por tudo o que podia arder um pouco mais. Nós, os galerosos “a fim de um agito” (Trajetória), do “sabor da carne” (Por tudo que há de mais safado), do desejo que ainda nos leva e move.

Ícone de uma geração que tomou as rédeas da vida, mas não tinha fundamentalmente para onde ir, a não ser ao bar mais próximo, a Platinados representa a versão manauara do hedonismo pop que testemunhamos surgir nos anos 90. O movimento clubber, as raves, o rock inglês, mais uma vez de Manchester, a MTV, tudo gritava e expunha. Aqui, nessa Manaus que não morre de nossa história, gritávamos em coro: “disso que eu sou/ sou de pelo, pele e osso/ pelo vinho e pelo corpo/ pela sede de beber” (Espírito de porco).

A vida, na verdade, não era muito mais que um show da Platinados para boa parte da juventude roqueira da cidade, pois a encenação do “sexo, drogas e rock and roll”, clássico batido, embora jamais velho, vai estar de volta no show do próximo sábado.

 

O retorno da banda Platinados tem um sabor especial por dois motivos: a data, marcando 15 anos de uma obra que se tornou objeto de culto entre a molecada amante do rock à época - molecada que, hoje, está beirando os 40 anos de idade; e a possibilidade de reunião entre duas gerações de músicos e público da cidade. A começar pela formação, que, desta vez, vem com Andrei Gomes nas guitarras - da velha-guarda -, contrabaixista da Pacato Plutão, um cara que sempre se dedicou ao registro iconográfico do rock produzido em Manaus - algo raríssimo na cidade à época; e dois instrumentistas de destaque em nosso rock recente, o baixista Thomaz Campos (Arkeados, Infâmia) e o baterista Anastácio Júnior, ou AJ (Infâmia, Alaídenegão, Arkeados).

Abrindo a noite, acontece a apresentação da Dpeids, grupo que embora tenha sonoridade puxando mais para o punk, com letras escrachadas sobre o cotidiano proletário de Manaus, tem o mesmo tipo de relação palco-plateia que a Platinados, com shows enérgicos e integrantes carismáticos.

O ingresso custa R$ 15 e a Arte & Fato fica na rua 10 de Julho, ao lado do Teatro Amazonas.

Fotos: Priscila Vasco/Divulgação