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Eleições 2026

TSE recebe do TCU lista com mais de 6,1 mil gestores com contas julgadas irregulares

TSE recebe do TCU lista com mais de 6,1 mil gestores com contas julgadas irregulares
Foto: Reprodução / TCU

O Tribunal Superior Eleitoral recebeu, no fim da tarde desta terça-feira (4), a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União nos últimos oito anos. O documento foi entregue ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, pelo presidente do órgão de controle, ministro Vital do Rêgo, em cerimônia que também contou com a presença dos ministros Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques e do vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.

Nesta edição, a relação reúne mais de 6,1 mil responsáveis, volume 3% inferior ao registrado em 2024, ano de eleições municipais. A maior parte dos apontamentos envolve ex-prefeitos e ex-vereadores de cidades pequenas, e cerca de 3,8 mil casos se concentram no Nordeste e no Sudeste. Do total, 266 nomes se enquadram na categoria de pessoas expostas politicamente, entre eles 135 vereadores, 114 prefeitos, seis deputados estaduais, dois deputados federais e um senador, considerando também as suplências.

A lista é elaborada a partir do Cadastro de Contas Julgadas Irregulares (Cadirreg) e consolida os julgamentos definitivos realizados desde 2018, ou seja, aqueles contra os quais não cabem mais recursos no próprio TCU. Na prática, o levantamento funciona como um dos principais insumos técnicos para que a Justiça Eleitoral examine os pedidos de registro de candidatura e verifique se os postulantes cumprem os requisitos de elegibilidade.

O ponto que o TSE faz questão de reforçar é que constar na lista não torna ninguém automaticamente inelegível: cabe exclusivamente à Justiça Eleitoral analisar caso a caso e decidir se as irregularidades apontadas são suficientes para barrar uma candidatura. Ao receber o material, Nunes Marques afirmou que o gesto simboliza o compromisso das instituições brasileiras com a integridade das eleições e com a responsabilidade na gestão pública. Já Vital do Rêgo destacou que o documento resulta de trabalho técnico exaustivo, orientado pelo devido processo legal e pelo amplo direito de defesa.

Como a situação jurídica de um gestor pode mudar por meio de recursos no próprio tribunal de contas ou de liminares na Justiça Comum, o banco de dados será atualizado diariamente até 18 de dezembro, prazo-limite para a diplomação dos eleitos nas Eleições Gerais de 2026. A relação também está disponível para consulta pública na internet, e tanto a população quanto os partidos políticos podem emitir a certidão negativa para fins eleitorais no portal do TCU.

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