O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, admitiu o processamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) apresentada pelo Partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A acusação envolve suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o Carnaval de 2026.
O processo contesta o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou à Marquês de Sapucaí um enredo focado na trajetória pessoal e política de Lula. De acordo com a legenda, a apresentação teria funcionado como campanha de promoção eleitoral antecipada do então pré-candidato à reeleição, contando com ampla exposição na televisão e em plataformas digitais, além de financiamento público.
Na peça apresentada à Justiça Eleitoral, o partido aponta que o desfile acumulou R$ 9,65 milhões em repasses públicos vindos da Prefeitura de Niterói, da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Embratur.
Próximos passos
Ao avaliar a petição inicial, o ministro Antonio Carlos Ferreira entendeu que os fatos narrados possuem densidade jurídica suficiente para, em tese, caracterizar as infrações apontadas de abuso de poder econômico e uso indevido dos veículos de comunicação social.
Diante da admissão da ação, o corregedor determinou a citação formal de Lula e Alckmin, abrindo o prazo regulmentar de cinco dias para que ambos apresentem suas defesas perante a Justiça Eleitoral.




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