BRUXELAS, 10 Set (Reuters) - As ondas de calor que atingiram a Europa no verão local aumentaram ainda mais as pressões inflacionárias sobre a região, que também pode enfrentar uma crise de combustível no inverno, afirmou nesta quinta-feira o secretário de clima das Nações Unidas, Simon Stiell.
Muitos países europeus sofreram intensas ondas de calor e incêndios florestais, com agosto sendo o mês mais quente já registrado no mundo, segundo o Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas (C3S) da União Europeia.
“O verão de calor infernal da UE vem somar-se à crise de custos dos combustíveis fósseis já em curso – e ambos estão elevando os preços para famílias, empresas e governos, em um duplo golpe devastador. A dependência das importações voláteis de combustíveis fósseis tem sido, há muito tempo, o calcanhar de Aquiles econômico da Europa”, disse Stiell a uma comissão do Parlamento Europeu em Bruxelas nesta quinta-feira.
“Este ano – mais uma vez – famílias e empresas foram atingidas por contas mais altas. Agora, outra crise europeia de combustível no inverno se aproxima, devido à dependência dos combustíveis fósseis”, acrescentou Stiell, que é secretário executivo da UNFCCC, órgão da ONU responsável pelas mudanças climáticas.
(Reportagem de Kate Abnett)



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