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Trump pede investigação sobre práticas de propriedade intelectual da China

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou de Washington nesta segunda-feira para autorizar uma investigação a respeito de um suposto roubo de propriedade intelectual por parte da China. Esse passo, para analistas, tem como objetivo pressionar para que Pequim assine um acordo negociado para revisar suas práticas.

Trump retornou de suas férias em Nova Jersey para assinar um memorando presidencial na Casa Branca que instrui o Representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, a avaliar se deve investigar as políticas comerciais da China sobre propriedade intelectual, as quais a Casa Branca diz estarem prejudicando negócios e empregos americanos.

O presidente americano indicou que mais medidas podem ser adotadas contra a China em questões comerciais.

“Isso é apenas o começo — eu te digo isso”, afirmou Trump. “Isso é apenas o começo”.

Não há um prazo para decidir se alguma investigação é necessária.

A ação deve elevar as tenções com Pequim, no momento em que Washington pediu sua ajuda contra a Coreia no Norte.

“Muito trabalho a fazer. Foco em comércio e militar”, escreveu Trump no Twitter, antes de fazer o anúncio.

A política da China de forçar companhias estrangeiras a entregarem sua tecnologia aos parceiros de joint venture chineses e a falha de Pequim em combater o roubo de propriedade intelectual têm sido problemas de longa data com governos americanos.

Embora Trump tenha criticado constantemente práticas comerciais chinesas durante a campanha presidencial, seu governo não tomou medidas diretas contra Pequim. A administração do republicano, se recusou a nomear um manipulador de câmbio da china e adiou investigações mais amplas sobre importações de aço e alumínio que poderiam afetar, indiretamente, Pequim.

Em um editorial publicado nesta segunda-feira, o jornal estatal “China Daily” afirmou que a investigação vai “envenenar” relações e alertou o governo Trump para não tomar uma decisão dura da qual poderia se arrepender.

A investigação poderia durar até um ano, de acordo com funcionários do governo, abrindo espaço para um acordo antes de a investigação ser lançada de fato.

Matthew Goodman, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que Pequim provavelmente vai resistir a negociar sob ameaça de sanções comerciais.

Para Jonathan Fenby, um analista da consultoria Lombard, a China não está interessada em uma solução de curto prazo com os EUA e vai resistir a “tentativas de criá-la”.

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