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Transpetro quer atrair novos clientes e promete ship to ship durante navegação em janeiro 2027

Estadão

A Transpetro apresentou, no segundo dia da Navalshore 2026 - principal feira do setor que está sendo realizada até a quinta-feira, 20, no Rio de Janeiro -, uma guinada estratégica com foco na retomada de investimentos e na ampliação de opções logísticas, apostando no conceito de multimodalidade para reduzir custos e oferecer "a melhor opção logística" para além do Sistema Petrobras.

A companhia quer se posicionar como provedora de "solução completa" em transporte, com capacidade de atender outros clientes no mercado brasileiro e internacional. Além da navegação em barcaças pelo interior do País, a principal subsidiária da Petrobras anunciou para janeiro de 2027 o início dos serviços ship to ship (transferência de carga de navio para navio) durante a navegação.

"Como especialistas nesse tipo de operação e, pensando no aumento da produção de petróleo no País, vamos avançar com a operação para a modalidade de ship-to-ship underway, que é o ship-to-ship navegando, onde duas embarcações em alto mar realizam o transbordo de petróleo e combustíveis", informou a gerente executiva de Integração Logística da Transpetro, Adriana Andrade.

A Transpetro é líder no mercado em operação ship-to-ship parada, e agora se diz preparada para ampliar esses serviços para demais clientes. "Em 2025, a gente realizou 775 operações ship-to-ship", disse a executiva, informando que a empresa tem diversos pontos ao longo do Brasil licenciados pelo Ibama para esse tipo de operação. "Seja ele em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, São Sebastião, em São Paulo, ou até mesmo em Manaus, no meio da Amazônia", disse durante a apresentação na feira.

A Transpetro opera hoje com 32 navios, atuando não apenas na cabotagem, mas também em navegação de longo curso e no alívio de plataformas, um serviço considerado relevante num País em que 95% do petróleo vem do offshore.

A empresa destacou ainda a incorporação da antiga PBlog, hoje chamada TPlog, como braço voltado a apoio marítimo e respostas a emergências, incluindo situações como "blowout submarino" (fechamento de poço).

A expansão da frota foi apresentada como um dos pilares do crescimento, dentro do programa "Mar Aberto", do governo federal.

Segundo a companhia, a capacidade logística na cabotagem deve crescer 83%, com aumento de 26 para 42 navios próprios, além de investimentos em nove aliviadores de posicionamento dinâmico, da ordem de R$ 2 bilhões em investimentos, e a entrada de navios para transporte de derivados como gasolina e diesel.

A empresa ainda indicou que pretende entrar no transporte rodoviário para conectar refinarias e terminais, apoiada por sua infraestrutura atual - 46 terminais, mais de 8 mil quilômetros de dutos e presença em 17 Estados - e por centros de controle e monitoramento voltados à segurança, eficiência e sustentabilidade.

"A Transpetro hoje cada vez mais é uma empresa multimodal. Ou seja, você consegue ter um serviço prestado, não só para Petrobras, mas para qualquer cliente que esteja interessado. Qualquer coisa ligada a serviço de transporte que envolva duto, terminal, navegação interior, navegação de longo curso, navegação de cabotagem e navegação de alívio, a Transpetro está pronta", afirmou o diretor de Transporte Marítimo da estatal, Jones Soares.

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