BRASÍLIA — O (BC), Ilan Goldfajn, afirmou a parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça-feira que a brasileira ainda não cresceu como gostaria o governo. Ele enfatizou no entanto que, se o país conseguir estabilizar a economia e fizer esforços na área de infraestrutura, vai conseguir que o dinheiro que entra no país signifique mais investimentos.
— Por enquanto a taxa de investimentos ainda não subiu como gostaríamos. O consumo já é positivo, mas em seguida ao consumo a taxa de investimentos tem que vir. O investimento que vem de fora nos ajuda. Se a gente fizer esforços na área de infraestrutura e estabilizar a economia vamos fazer com que esse dinheiro que está vindo (para o Brasil) signifique mais investimento.
No dia em que o Banco Central divulgou a Ata do Copom, que justifica a última decisão de reduzir os juros básicos da economia (Selic), Goldfajn ressaltou a necessidade de continuar os ajustes e reformas, “em particular a da previdência”, para o equilíbrio da economia e consequente desinflação e queda da taxa de juros estrutural.
Questionado, ele ainda rebateu a possibilidade de uso de parte das reservas internacionais para diminuir o déficit fiscal. O presidente do BC explicou que não há, na prática, dinheiro a ser gasto. Isso porque a entrada de dólar é compensada pelo governo com emissão de mais dívida:
— Portanto, se gastar reserva, sobra dívida. O que dá para avaliar é se esse é um 'seguro' que a gente quer continuar pagando. Lá na frente a gente pode querer decidir que quer menos reserva e abater dívida. Pra gastar não. Não tem dinheiro para gastar.
O presidente do BC afirmou ainda que a queda na inflação é definitiva e que a autoridade monetária não vai deixar que o índice de preços volte ao patamar de 10%, como em 2015.
— A inflação vai subir para a meta (de 4,5%), mas para 10% não vai subir.
Questionado por um deputado, ele ainda afirmou que a recuperação do grau de investimento do país “leva tempo”. Mas afirmou que, se o Brasil ”continuar nessa direção”, vai conseguir recuperar o selo de bom pagador das agências internacionais.
Goldfajn comentou também sobre a concentração bancária no país. Segundo ele, o BC acredita que o estímulo à concorrência pode vir pela inovação. Segundo ele, é necessário dar força a novas tecnologias. Entre esses projetos de inovação estão, por exemplo, iniciativas como o Nubank e as fintechs - empresas de tecnologia para serviço financeiro.
— Temos que dar força para novas tecnologias porque elas são as forças da concorrência.

