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Sindicato promete greves e manifestações contra ajuste fiscal

BRASÍLIA — A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condserf) promete greves, manifestações e pressão no Congresso Nacional contra as medidas que atingem os funcionários públicos, anunciadas como parte do pacote de ajuste fiscal proposto pela equipe econômica. Entre as principais mudanças estão o adiamento, por um ano, do reajuste salarial programado para diversas categorias em 2018 e o aumento da alíquota de contribuição previdenciária.

— Nós não concordamos com essa política, que concentra a renda a alarga a faixa de empobrecimento no país. Nós vamos lutar com todos os trabalhadores e categorias unidos. A nossa pressão é no Congresso Nacional, nas ruas, e vamos fazer greve dentro dos órgãos públicos contra as medidas. Essa nossa reação vai mesclar todas as atividades. O que couber ação na Justiça, também vamos fazer — disse o diretor da Condserf, Valter Cezar Dias.

Todas as medidas que atingem os servidores públicos precisam passar pelo Congresso Nacional antes de entrar em vigor. O objetivo do governo com o arrocho é enxugar despesas para conter o déficit nas contas públicas, que chegará a R$ 159 bilhões em 2017 e 2018.

O governo federal decidiu adiar, para 2019, o reajuste que estava programado para janeiro de 2018. O adiamento é válido para servidores federais civis, ativos, inativos e pensionistas. Além disso, o governo vai trabalhar por um teto à remuneração total dos servidores públicos dos três níveis de governo: União, estados e municípios. E novos concursados terão condições de entrada e promoção no serviço público menos vantajosas do que as que vigoram atualmente.

— O governo não conseguiu as receitas que programou, inclusive sofrendo derrotas no Congresso, a economia não cresceu na forma como eles disseram. Agora vem para cima dos servidores, que é a parte mais fraca desse elo. São medidas de desmonte do Estado, que vão fechar a porta da administração pública e partir para cima do servidor. E faz tudo isso na parte mais fraca, que são os servidores do Executivo — afirmou Valter Cezar.

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